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Estado de Minas MINEIRINHO

Administradora do Pacaembu vence leilão e vai assumir o Mineirinho

Ginásio da capital será gerido pela iniciativa privada pelos próximos 35 anos


19/05/2022 15:26 - atualizado 19/05/2022 18:08

Leilão do Mineirinho em um auditório da cidade administrativa
A concessão do ginásio foi disputada por dois consórcios durante leilão na tarde desta quinta (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS)
A administração do ginásio do Mineirinho foi entregue à iniciativa privada após leilão nesta quinta-feira (19). Durante os próximos 35 anos, o ginásio da capital ficará sob a gestão do consórcio paulista DMDL/Progen, que também é responsável pelo estádio do Pacaembu, em São Paulo.



A concessão do ginásio foi disputada por dois consórcios. O grupo paulista venceu o pleito na segunda oferta, com valor de R$ 103.620, 84. O número supera em 2.792% o lance fixo para participação no leilão. 

Sob administração privada, o Mineirinho deverá passar por reformas estruturais nos dois primeiros anos. O valor das intervenções previsto em edital é de cerca de  R$ 41 milhões. A previsão é de que mais de R$ 130 milhões sejam investidos no ginásio durante todo o período de concessão.
 
Presente na audiência, o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra-MG), Fernando Marcato, comemorou a concessão do ginásio e acrescentou detalhes sobre os valores e cláusulas envolvidas no contrato de gestão privada do Mineirinho.

“Tem uma outorga variável, em função do que a empresa ganhar no Mineirinho com os shows e com os eventos. Ela paga um percentual para nós, então o Estado continua ganhando recursos e sendo sócio no sucesso do que o privado fizer, mas eu não sou sócio no insucesso porque o risco é dele de exploração”, disse.

Segundo o secretário, o contrato com a DMDL/Progen prevê que um percentual do que a empresa ganhar na administração do espaço vai para os cofres da Seinfra. A parcela inicial é de 2% dos ganhos anuais da empresa, com aumento de 1% a cada 5 anos de concessão. A taxa dobra se a empresa não apresentar uma performance considerada eficiente de acordo com critérios estabelecidos pela própria secretaria em contrato.
 
Grupo segura martelo para simbolizar final de leilão pela concessão do ginásio Mineirinho
Na Cidade Administrativa, representates da Seinfra e do consórcio vencedor batem martelo para consolidar concessão do ginásio por 35 anos (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Planos de uso


Para o sócio-proprietário da DMDL, Frederico Freitas, o Mineirinho entra na rota da programação de outras estruturas sob administração da empresa. Ele foca na realização de shows e eventos.

“Nós temos um consórcio no Pacaembu, atuamos também no Centro de Convenções de Teresina (PI) e agora temos como desafio o equipamento do mineirinho. Pra gente faz todo sentido ter um equipamento em São Paulo, um equipamento em Teresina e agora aqui que é onde a gente consegue criar uma rota também de eventos, de shows então a gente consegue ter mais força para tratar com os fornecedores e com todo mundo”, afirmou.
 
Frederico Freitas, sócio-proprietário da DMDL, empresa que administrará o ginásio Mineirinho
Sócio-proprietário da DMDL fala à imprensa após vencer leilão pelo tradicional ginásio belo-horizontino (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 

O empresário também afirmou que pretende manter a natureza esportiva do ginásio. Citando a recente final da Superliga Masculina de Vôlei entre Cruzeiro e Minas, Frederico disse que espera que partidas dessa magnitude retornem ao Mineirinho, palco de grandes embates no vôlei, futsal e basquete desde sua fundação, em 1980.

Segundo o representante da nova administradora, a Feira do Mineirinho também está nos planos da futura gestão. Frederico, no entanto, disse que pretende fazer alterações na organização do evento.

“Eu já tive uma ou duas conversas com o proprietário da feira. A nossa ideia é que ela se mantenha no local, até porque está lá há 18 anos já e não faz sentido a gente tirar. A gente só vai estruturar ela para trabalhar em um outro formato, um formato novo, moderno”, comentou sem dar mais detalhes.

A reportagem tentou contato com a administração da feira, mas não teve sucesso até a última atualização desta matéria.

O que permanece


A fachada do Mineirinho é tombada como patrimônio público e, portanto, não pode sofrer alterações. Além disso, o contrato de concessão prevê que a quadra poliesportiva seja mantida e que os nomes, tanto o apelido quanto o oficial “Jornalista Felipe Drummond”, sejam mantidos pela nova administração.

“O Mineirinho é tombado, então isso naturalmente já é tratado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) não é nem o governo do Estado que cuida. A obrigação da empresa é manter as condições de segurança e estrutura em ordem, naturalmente se tiver alguma alteração que possa ser feita autorizada pelos órgãos de patrimônio, eles estão liberados para fazer”, explicou o secretário Fernando Marcato.

Fracasso inicial


Esta foi a segunda tentativa do governo estadual de conceder o tradicional ginásio belo-horizontino à iniciativa privada. Em janeiro deste ano, o prazo para envio de propostas terminou sem candidatos para assumir o espaço.

À época, a secretária substituta de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, Vanice Cardoso Ferreira, disse que a crise econômica somada à pandemia havia prejudicado o leilão. 
 


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