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Estado de Minas PANDEMIA

Sindicato dos trabalhadores da educação pede adiamento das aulas em BH

Sind-Rede pede ainda que imunização das crianças seja acelerada e que a PBH torne obrigatória a apresentação do cartão de vacinação nas escolas


25/01/2022 15:30 - atualizado 25/01/2022 18:33

Pais e alunos em entrada de escola
Entrada dos alunos da Escola Municipal Marconi, Bairro Santo Agostinho na volta as aulas presenciais (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 21/09/2021)
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) solicitou à Prefeitura de Belo Horizonte que a volta às aulas seja adiada devido ao aumento dos casos de COVID-19. 

Conforme o Estado de Minas mostrou nessa segunda-feira (24/1), as internações por COVID-19 nos leitos de UTI e enfermarias de BH não param de aumentar. A cada dia, a situação se agrava mais. Nessa segunda, a taxa de ocupação de leitos de UTI atingiu a marca de 91,3%.

No último balanço, ela estava em 84,6%. Também segue no nível vermelho a taxa de ocupação nas enfermarias, 89,7% de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Belo Horizonte. Na última sexta-feira (21/1), estava em 83,7%.

"Estamos preocupados com o avanço da Ômicron na nossa cidade e o estado atual dos índices, além de preocupados com os protocolos adotados ano passado que consistiram na redução de pessoal nas escolas, não se preocupando com a manutenção da qualidade do ensino ofertado aos nossos estudantes", disse a diretora do Sind-Rede, Luana Gramont.

O prefeito Alexandre Kalil, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, e os infectologistas membros do Comitê de Enfrentamento à COVID de Belo Horizonte convocaram a imprensa para uma coletiva nesta quarta-feira (26/1), às 15h, sobre o cenário da pandemia na capital.

Na última sexta (21/1), Jackson Machado informou que a prefeitura iria monitorar os índices de contaminação da COVID-19 para tomar qualquer decisão sobre a volta às aulas, os jogos de futebol com público e os eventos de carnaval.

"Já enviamos ofício à Secretaria Municipal de Educação (Smed) sobre essas preocupações, mas até o momento não marcaram reunião para debatermos o retorno. O documento foi enviado no dia 19", acrescentou Luana.

O sindicato listou algumas medidas que considera importantes. São elas:
  • Atrasar o retorno presencial das atividades letivas;
  • Acelerar a vacinação das crianças;
  • Tornar obrigatória a apresentação do cartão de vacinação de estudantes e trabalhadores;
  • Ter uma ação direcionada para os que se negarem a vacinar;
  • Garantir máscaras N95 ou PFF2 aos trabalhadores para atuarem presencialmente;
  • Instituir um plano de testagem por amostragem de forma regular, para que haja de fato o controle da evolução pandêmica. No caso da Ômicron isso é ainda mais necessário visto o aumento dos casos assintomáticos.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio de nota, que ''essas questões já estavam na pauta da reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, que será realizada nesta quarta-feira.''


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