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Estado de Minas ATENDIMENTOS

Sintomas respiratórios disparam no maior hospital do Centro-Oeste de MG

Complexo de Saúde São João de Deus adotará protocolo único para COVID-19, variante Ômicron e Influenza


14/01/2022 13:05 - atualizado 14/01/2022 13:54

Entrada do Hospital São João de Deus, em Divinópolis
Hospital São João de Deus, em Divinópolis, atendeu 374 pessoas até 11 de janeiro com sintomas respiratórios (foto: Divulgação/CSSJD)
O Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), referência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para 54 municípios e o maior do Centro-Oeste de Minas, registrou aumento de 201,6% nos atendimentos de sintomas respiratórios nos 11 primeiros dias deste ano em relação ao mesmo período de dezembro. Até 11 de janeiro, 374 pacientes passaram pela Unidade de Apoio Respiratório.

Entre 1º e 11 de dezembro foram atendidas 124 pessoas na mesma unidade. Para se ter ideia, em todo o último mês do ano passado, 426 pacientes com algum sintoma respiratório foram atendidos. A unidade também atende a rede suplementar (particular, convênios, planos de saúde).
 
O aumento significativo fez com que o hospital revisse os protocolos de atendimento. Desde 7 de janeiro, foi definida a padronização. Ela foi detalhada em reunião no mesmo dia com diretores, gerentes, assessores e coordenadores da instituição.

O objetivo foi reforçar quanto aos protocolos e fornecer mais orientações sobre as síndromes gripas e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A preocupação maior está com os crescentes casos de Influenza.

“De acordo com os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), estima-se que a Influenza venha a acometer de 5 a 15% da população no ano, sendo 3 a 5 milhões de casos graves. Serão até 640 mil mortes no ano, causados pela Influenza. Diante deste cenário, caso o vírus venha a manter o seu comportamento histórico, é de se esperar que tenhamos um pico destes casos em fevereiro e março deste ano”, disse a infectologista e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Rosângela Guedes.

O período de pico pode se estender além do previsto por ter a pandemia da COVID-19 como agravante. Isso, segundo a médica, coloca ainda mais pressão sob o sistema hospitalar, embora parte dos casos registrados tanto do novo coronavírus como de gripe será com sintomas leves.
 
reunião com coordenadores, gerentes, assessores do Hospital São João de Deus
A padronização do protocolo foi detalhada em reunião com coordenadores, gerentes, assessores do Hospital São João de Deus (foto: Divulgação/CSSJ)

Protocolo único


Por apresentar sintomas semelhantes aos da COVID-19, com um período de incubação de 1 a 4 dias e período de transmissão de 7 dias, Dra. Rosângela destaca que não há como diferenciar a Influenza dos demais vírus respiratórios.

Por isso, o Complexo de Saúde São João de Deus seguirá protocolos de atendimento realizando a abordagem de pacientes com síndromes gripais como um todo.

“A partir de agora, nós não vamos saber se o paciente tem COVID, Influenza ou outros vírus associados à respiração. Sendo assim, teremos um protocolo único, que vai atender a todos os pacientes com segurança, baseados em tempo de sintomas, com uma atenção especial às gestantes, puérperas, crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas, hematológicas, obesidade, imunossuprimidos, dentre outros”, explica.

Os protocolos também foram estabelecidos para os trabalhadores. As equipes irão seguir o fluxograma de Classificação de Risco e Manejo do Paciente, elaborado pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do CSSJD. Destaca-se padrões para proteção contra gotículas, por exemplo, além da importância nos cuidados de isolamento dos pacientes.

*Amanda Quintiliano especial para o EM


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