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Estado de Minas LATROCÍNIO

Preso líder de quadrilha que tentou matar casal de PMs em Igarapé

Crime ocorreu em janeiro de 2020; fugitivo estava morando na casa de uma tia, em Juiz de Fora


22/11/2021 15:02 - atualizado 22/11/2021 15:50

No centro da foto, o delegado Thiago Machado, que coordenou as investigações
O delegado Thiago Machado (C) coordenou as investigações que levaram à prisão do líder da quadrilha (foto: PCMG/Divulgação)

O líder de uma quadrilha que tentou praticar um latrocínio (roubo e tentativa de morte) contra um casal de policiais militares, em 5 de janeiro de 2020, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi preso pela Polícia Civil.


Foram dois anos de investigações para conseguir encontrar o paradeiro do foragido. As investigações foram conduzidas pelos policiais da 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), que localizou o suspeito em Juiz de Fora, na Zona da Mata.


No dia do crime, homens armados que se identificaram como policiais invadiram a residência do casal, torturaram os militares e tentaram executar ambos com tiros na cabeça. As vítimas sobreviveram ao atentado, mas ficaram com graves sequelas. O homem perdeu a visão em um dos olhos, e a mulher teve grande perda de massa encefálica.


Pouco depois do crime, a Polícia Militar prendeu três envolvidos no assalto e um quarto suspeito morreu durante confronto com os militares. As investigações da Polícia Civil, em continuidade, conseguiram provar a participação desses quatro homens e que havia, ainda, um quinto, que conseguiu fugir durante a troca de tiros. Ele seria o líder do grupo e teria conseguido a arma do crime.


Segundo o delegado Thiago Machado, chefe de Divisão no Deoesp, a organização criminosa, que controlava o tráfico de drogas no Bairro Novo Riacho, em Contagem, cometeu uma série de crimes patrimoniais na Região Metropolitana como forma de angariar recursos para financiar as atividades ilícitas.


“Esse último indivíduo preso, por exemplo, acumula uma vasta ficha policial em crimes patrimoniais, e é investigado por homicídios também. Trata-se de um suspeito de alta periculosidade”, disse ele.


O delegado afirma, ainda, que, mesmo que as vítimas tenham sobrevivido, o suspeito pode ser indiciado por latrocínio, a depender da avaliação da Justiça e do Ministério Público. “Os outros três indiciados já foram condenados pela Justiça e cumprem penas que variam de 30 a 50 anos.”


O fugitivo, de 22 anos, foi preso no Bairro Benfica, em Juiz de Fora, com apoio de policiais civis da Delegacia Regional da cidade. A polícia identificou, ainda, que esse homem se escondia de rivais na casa de uma tia, enquanto trabalhava em um lava-jato, onde foi detido sem oferecer resistência.



 


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