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Estado de Minas PÂMELA VOLP

MP apresenta denúncia de latrocínio contra ex-vereadora presa em operação

Pâmela Volp e a filha dela seguem detidas por prazo indeterminado; em segunda fase da operação Libertas mais duas pessoas são presas


18/11/2021 11:18 - atualizado 18/11/2021 11:25

A ex-vereadora Pâmela Volp, que estaria envolvida em tentativa de latrocínio em 2018
Pâmela Volp estaria envolvida em tentativa de latrocínio em 2018 (foto: Divulgação/Câmara de Uberlândia)
A ex-vereadora de Uberlândia Pâmela Volp e a filha ela, Paula Volp, foram apontadas como suspeitas de uma tentativa de latrocínio e seguirão presas. Ambas foram detidas na operação Libertas, que investiga exploração sexual de travestis na cidade do Triângulo Mineiro. Nesta quarta-feira (17/11) houve mais duas prisões na segunda fase da ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

De acordo com o promotor Thiago Ferraz, o caso de tentativa de latrocínio aconteceu em 2018, quando uma travesti ficou gravemente ferida e o telefone celular dela foi roubado em uma agressão envolvendo a ex-vereadora e a filha dela. A prisão provisória de ambas iria expirar na quarta, mas a Justiça acatou o pedido da promotoria de conversão da prisão das suspeitas em preventiva. Dessa forma, não há mais prazo determinado para soltura.

“As duas integrantes mais violentas do grupo continuarão presas e esse é o momento oportuno para que quem tenha medo e tenha sido vítima do grupo possa fazer novas denúncias”, disse Ferraz.

O caso de três anos atrás foi um dos primeiros apresentados por vítimas do grupo investigado pelo MPMG e que desencadeou a operação. Em 8 de novembro, além de Pâmela e Paula Volp, foi presa Lamar Bionda. De acordo com o MPMG, existiria uma quadrilha em Uberlândia que estabeleceu monopólio da exploração sexual de travestis e transsexuais e, para isso, eram feitas ameaças e praticadas agressões contra quem tenta praticar a prostituição fora do grupo.

A prisão de Bionda também expirou e ela pode deixar a prisão a qualquer momento.

Segunda fase

Ainda no fim desta quarta-feira, o MPMG cumpriu seis mandados de prisão e de busca e apreensão em Uberlândia, Tupaciguara e Criciúma (SC). Paula Florentina foi presa no sul do país, suspeita de levar travestis para a região e por também agressões contra travestis que se prostituíam de maneira autônoma em Uberlândia. Na cidade do Triângulo foi detida Raquel Rosa, suspeita de ligações com Lamar Bionda.

Em Tupaciguara, promotores inspecionaram um mausoléu da família de Pâmela Volp, cuja aparência destoa do restante das tumbas no cemitério da cidade, com estátuas douradas. Existe uma informação não confirmada que o local é usado para armazenamento de dinheiro.

Nesta fase dois carros foram apreendidos e mais R$ 58,7 mil em dinheiro foram apreendidos.


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