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Estado de Minas FUTEBOL

BH: Kalil se reunirá com Galo, América e Cruzeiro sobre volta das torcidas

Prefeito e comitê de enfrentamento à COVID-19 vão receber, nesta terça (27/7), clubes de futebol para debater flexibilização de restrições na cidade


26/07/2021 17:14 - atualizado 26/07/2021 19:22

Por causa da pandemia, futebol mineiro ocorre sem torcida desde julho de 2020(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Por causa da pandemia, futebol mineiro ocorre sem torcida desde julho de 2020 (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), vai se reunir com representantes de Atlético, América e Cruzeiro para debater a possibilidade de retorno gradual da presença de público em partidas de futebol na capital mineira. O encontro vai ocorrer nesta terça-feira (27/7), na sede do poder Executivo municipal.

Kalil já havia confirmado a agenda na semana passada. A ideia é estruturar a volta dos torcedores a partir de protocolos sanitários. Ainda não é certo que a reunião marcará a oficialização do retorno do público. Depois do encontro com os dirigentes, previsto para às 15h, haverá pronunciamento à imprensa.

"Temos que voltar aos poucos, com juízo. Até porque, quando se fala em 10%, 15%, 20%, 30% de público, eu já mexi com futebol, já fui presidente de clube, sei que isso aí não altera absolutamente nada para um clube de futebol. Mas acho que está na hora de começar a voltar aos poucos, voltar com juízo", disse Kalil, na quinta-feira (22), à Rádio "Super FM", de BH.

Além dos representantes dos clubes, a reunião terá emissários da Polícia Militar de Minas Gerais e integrantes do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 em BH. O grupo, chefiado pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, é formado por infectologistas que auxiliam Kalil na tomada de decisões referentes ao coronavírus. Integrantes das equipes que gerem os estádios Mineirão e Independências também vão bater ponto na prefeitura.

Presidente do Atlético entre 2008 e 2014, Kalil ressaltou a importância do esporte na vida de muitos cidadãos.

"(Futebol) Faz falta para muita gente, é uma diversão. Então, tudo vai ter hora de fazer. Terça-feira nós devemos nos reunir, pelo menos é isso que está programado, eu não sei se vai se concretizar, mas estamos com as portas abertas, com horário marcado, e nós vamos, dentro do protocolo, viabilizar a volta dos jogos em Belo Horizonte".

FMF e Secretaria de Saúde têm protocolo


Na semana passada, a Federação Mineira de Futebol (FMF) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgaram protocolo que vai basear o fim gradual dos portões fechados nos jogos de futebol em solo mineiro. Os municípios. válidos para competições estaduais, precisam autorizar as partidas com público.

As diretrizes estabelecidas pela FMF não englobam o futebol amador e as categorias femininas e de base. As ondas do Minas Consciente também compõem as condicionantes do protocolo. Veja algumas delas;

  • Não será permitida a presença de menores de 18 anos e gestantes;
  • Não será permitida a presença de público em cidades na 'Onda Vermelha';

  • Será necessária autorização expressa das Prefeituras das cidades;

  • Medidas para reduzir contato entre pessoas; 

  • Não será permitida a venda de bebidas alcoólicas; 

  • Apenas cidades que estejam enquadradas nas ondas amarela e verde poderão ter seus estádios reabertos para a presença de público;

Por público, Galo estuda Libertadores em Brasília


Os clubes jogam com portões fechados desde a retomada do futebol após meses de pausa, em julho do ano passado. Em Brasília (DF), o governo local já autorizou a ocupação de 25% das cadeiras de seus estádios.

De olho no confronto contra o River Plate, pela fase quartas de final da Conmebol Libertadores, o Atlético não descarta transferir o duelo para o Mané Garrincha, na capital federal, com a presença de cerca de 25 mil fãs. Uma eventual liberação parcial do Mineirão, porém, pode abortar a ideia. Nos torneios sul-americanos, as arquibancadas já podem ser ocupadas.

O Cruzeiro, que também manda seus jogos no Gigante da Pampulha, foi condenado a atuar em cinco partidas com portões fechados por causa de confusões na reta final do Campeonato Brasileiro de 2019. A punição, aplicada pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), começa a valer após o público zero forçado pela pandemia.

O médico Carlos Starling, que compõe o grupo de médicos responsáveis por aconselhar Kalil, ajudou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em estudos sobre os riscos corridos por jogadores, árbitros, comissões técnicas e trabalhadores dos bastidores do esporte no que tange à contaminação por COVID-19. As competições nacionais ainda não têm protocolo sobre a volta do público.


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