Um dia antes de o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciar os rumos da retomada do comércio não-essencial, Belo Horizonte mais uma vez teve queda nos três indicadores do termômetro da COVID-19: transmissão por infectado, ocupação de leitos de UTI e enfermaria.
A classificação feita pela pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é o parâmetro usado pela prefeitura para a liberação do funcionamento ou restrições dos serviços.
A transmissão por infectado caiu de 0,96 para 0,95 no boletim atual. Isso quer dizer que 100 pessoas são capazes de contaminar outras 95 na cidade. É o único indicador que está no alerta verde, considerado ideal pelos infectologistas.
Por sua vez, as enfermarias tiveram queda de 55,2% para 53,5%, em alerta amarelo. A capacidade total na capital é de 1.165 nno Sistema Único de Saúde (SUS) e de 905 nos hospitais particulares.
Mortes e casos
Belo Horizonte registrou 38 mortes nas últimas 24 horas. Foram 1.460 novos casos no mesmo período. O total de óbitos é de 4.445, com 180. 976 infectados desde o início da pandemia, em março do ano passado.
Com relação às vidas perdidas para a doença, 3.639 são maiores de 60 anos, o que corresponde a 81% do total. Outros 688 (15%) estão entre 40 e 59 anos e 113 (2,5%) estão entre 20 e 39 anos. Há ainda três mortes de 1 a 4 anos, 1 óbito de 10 a 14 anos e mais um óbito de 15 a 19 anos.
Vacinação
Segundo o balanço do município, 559.310 pessoas (27,5%) já receberam a primeira dose da vacina, enquanto 254.688 (12,5%) já tomaram a dose de reforço. Foram destinadas 1.148.741 doses à capital mineira, sendo que 970.675 já foram distribuídas aos 224 postos de imunização.
Atualmente, três vacinas já foram distribuídas na capital mineira: CoronaVac (709.285 doses), AstraZeneca (389.146) e Pfizer (50.310).
O que é um lockdown?
Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.
Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil
- Oxford/Astrazeneca
Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
- CoronaVac/Butantan
Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.
- Janssen
A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.
- Pfizer
A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.
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Como funciona o 'passaporte de vacinação'?
Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.
Quais os sintomas do coronavírus?
Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:
- Febre
- Tosse
- Falta de ar e dificuldade para respirar
- Problemas gástricos
- Diarreia
Em casos graves, as vítimas apresentam
- Pneumonia
- Síndrome respiratória aguda severa
- Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.
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