Jornal Estado de Minas

RECORDE ABSOLUTO

BH ultrapassa marca de 1 mil mortes por COVID-19 em abril

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Belo Horizonte ultrapassou, nesta quarta (28/4), a marca de 1 mil mortes de COVID-19 somente no mês de abril. No balanço mais recente, mais 76 óbitos entraram para a conta. O número total é de 4.261 vidas perdidas – 1.037 só neste mês, o que representa 24,3% do total.





 

Também nesta quarta, BH computou mais 1.414 casos confirmados da doença. Agora, são 174.766 diagnósticos. Além das mortes, são 6.671 pessoas em acompanhamento e 163.834 recuperadas.

 

Quanto aos indicadores, a transmissão do coronavírus aumentou pelo quarto balanço em sequência. Agora, o RT está a um passo de chegar à zona de alerta: 0,99.

 

 

 

No atual cenário, a cada 100 pessoas infectadas pelo vírus mais 99 se tornam vítimas da pandemia, em média, na capital mineira.





 

A taxa de ocupação dos leitos de enfermaria para COVID-19 também cresceu nesta quarta, em relação ao levantamento anterior. O índice saiu de 59,2% para 59,3%.

 

 

 

A leve alta não altera a zona de risco do parâmetro, que continua no estágio intermediário, entre 50 e 70 pontos porcentuais.

 

 

 

Já a taxa de uso dos leitos de terapia intensiva diminuiu: 80,6% para 79,9%. Mas, permanece na fase crítica, acima dos 70. Isso acontece desde 26 de fevereiro.





 

Abril recorde

 

Este é o primeiro mês da pandemia a registrar 1 mil mortes de COVID-19 de maneira isolada em Belo Horizonte. Abril já era, desde o último dia 14, o período com mais vidas perdidas por coronavírus na cidade.

 

O recorde anterior era de fevereiro, quando a capital registrou 490 óbitos, menos da metade do contingente de abril. A alta acontece após o colapso do sistema de saúde de BH, ocorrido no fim de março.

 

Das 4.261 vidas perdidas para a pandemia, 2.294 foram de homens e 1.967 de mulheres. Até esta quarta, 82,4% das vítimas são idosas: 3.511 pessoas acima dos 60 anos.

 

A prefeitura também registra 644 óbitos entre 40 e 59 (15,12%); 101 entre 20 e 39 (2,37%); uma entre 15 e 19 (0,02%); outra entre 10 e 14 (0,02%); e três crianças de 1 a 4 (0,07%).





 

A imensa maioria das mortes em decorrência do coronavírus foi acompanhada de algum fator de risco: 96,6% no total. Além da idade, cardiopatia, diabetes, pneumopatia e obesidade são as comorbidades mais comuns.

 

Quanto às regionais, a Noroeste é aquela com mais mortes por COVID-19: 564, 49 a mais que no Barreiro. Depois, aparecem Nordeste (504), Centro-Sul (503), Oeste (502), Leste (456), Venda Nova (451), Pampulha (401) e Norte (365).

 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.





Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.





  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

Em casos graves, as vítimas apresentam

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.





 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

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