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Estado de Minas POLÊMICA

Cemig e Prefeitura de Frutal divergem sobre atraso de nova UPA COVID

Cemig diz que atendeu a prefeitura no mesmo dia que foi chamada. Já prefeitura diz que a demora de uma semana está relacionada à falta de luz


28/04/2021 08:48 - atualizado 28/04/2021 10:05

 A unidade de Saúde foi inaugurada na segunda-feira (19/4) da semana passada, em solenidade que contou com a presença do prefeito Bruno Augusto, do vice-prefeito Jerry da Silva, da secretária de Saúde, Lamonise Ribeiro, e alguns vereadores(foto: Rodrigo Portari/Divulgação)
A unidade de Saúde foi inaugurada na segunda-feira (19/4) da semana passada, em solenidade que contou com a presença do prefeito Bruno Augusto, do vice-prefeito Jerry da Silva, da secretária de Saúde, Lamonise Ribeiro, e alguns vereadores (foto: Rodrigo Portari/Divulgação)
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Prefeitura de Frutal divergiram sobre o atraso na inauguração de novo Pronto Atendimento Ambulatorial voltado para casos suspeitos e positivos da COVID-19.
 
Enquanto a Cemig diz que o pedido para ligação de energia na unidade de saúde foi atendido no mesmo dia de sua apresentação à companhia, no dia 23 de abril, a prefeitura da cidade declarou que o atraso na inauguração de uma semana aconteceu porque uma das alas do prédio que abriga a unidade estava “sem o devido abastecimento de energia elétrica, o que impossibilitava que o espaço funcionasse adequadamente”.
 
A nova unidade de saúde, que fica onde funcionava a antiga Faculdade de Frutal (FAF), começou a funcionar efetivamente nesta segunda-feira (26/4), sendo que solenidade de inauguração aconteceu no dia 19 de abril.
 
Segundo a Cemig, o pedido para ligação de energia da UPA COVID de Frutal foi atendido no mesmo dia de sua apresentação à companhia.
“A solicitação deu entrada na Cemig no dia 23 de abril e foi atendida no mesmo dia. Outro ponto de energia para atender a mesma unidade de saúde foi apresentado anteriormente, no dia 9 de abril, e atendido dia 14 de abril", cita trecho da nota emitida pela concessionária.
 
"Considerando o momento delicado da pandemia do coronavírus, a Cemig tem priorizado todas as ações necessárias à manutenção e ampliação do fornecimento de energia para os locais de assistência à saúde. Portanto, não procede a informação de que houve demora para ligação de energia por parte da Cemig”, destaca o documento.
 
Após nota da Cemig, a Prefeitura de Frutal declarou que o prédio que UPA estava com uma de suas alas sem o devido abastecimento de energia elétrica, o que impossibilitava que o espaço funcionasse adequadamente.
 
Sem citar quando fez o chamado à Cemig, a nota diz que o problema da falta de energia apenas foi sanado pela Cemig na última sexta-feira, dia 23 de abril.
 
“E logo a Prefeitura mobilizou uma força-tarefa para que o local estivesse apto para receber pacientes no tempo mais curto possível. Além disso, não havia tempo hábil para mudar a escala dos médicos, uma vez que muitos profissionais, que atuam na linha de frente do combate à Covid em Frutal, residem em outros municípios. Sendo possível fazer essa alteração só a partir das 19 horas da última segunda-feira”, continuou a nota.
 
O prefeito de Frutal, Bruno Augusto, havia informado na última segunda-feira (26/4) que a unidade de saúde não havia entrado ainda em funcionamento porque “a Cemig não havia concluído as obras de ampliação de fornecimento elétrico no prédio até o dia da inauguração (19/4), o que agora (26/4) foi resolvido”.
 
 “Estávamos dependendo da Cemig para colocarmos o local para funcionar corretamente, pois as obras que dependiam unicamente da prefeitura foram terminadas em tempo recorde.
 
Mas o importante é que a unidade começará a atender, e a UBS Carlos Alberto voltará a receber os moradores do Jardim das Laranjeiras”, destacou o prefeito de Frutal, Bruno Augusto, que também falou que nem sempre as obras públicas andam na velocidade que a população espera devido a fatores que fogem ao controle do Executivo Municipal.
 

Atraso no mobiliário 

 
Já na quarta-feira (21/4) passada, a secretária municipal de Saúde de Frutal, Lamonise Ribeiro, havia dito que a nova unidade de saúde da cidade não havia iniciado os trabalhos efetivamente porque, por atrasos das transportadoras, ainda não havia chegado o mobiliário de 10 leitos que serão usados no setor de observação (seis na ala de suspeitos e quatro na ala de confirmados), além das 15 poltronas voltadas para medicação injetável ou hidratação.
 
A reportagem questionou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Frutal sobre quando foi a entrega desse mobiliário, se há mais algum detalhe para finalizar na obra e qual era a ala que estava sem o devido abastecimento de energia elétrica e que impossibilitava que o espaço funcionasse adequadamente. Entretanto, até a publicação desta matéria, ainda hão havia obtido retorno.
 
Desde o início da pandemia da COVID-19 foram contabilizados em Frutal 4.884 casos positivos da doença, sendo que destes, 152 pessoas perderam a vida e 4.617 se recuperaram.
 
No Hospital Municipal Frei Gabriel, único hospital da cidade e de sua microrregião que conta com leitos de enfermaria, há 12 pacientes, de 21 que há disponíveis nesta ala. Já os pacientes que precisam de leitos de UTI, neste momento oito moradores da cidade, são transferidos para hospitais de municípios de sua macrorregião como Uberaba, Barretos e São José do Rio Preto. Dentro de cerca de um mês, serão habilitados no Frei Gabriel dez leitos de UTI/COVID.


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