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Estado de Minas PANDEMIA

Médico se revolta contra protocolo para testes da COVID em Divinópolis

Município rebate e diz que 'algumas pessoas' estão 'politizando a situação' e que segue diretrizes estabelecidas por infectologista


27/04/2021 18:06 - atualizado 27/04/2021 19:12

O médico disse que se nega a seguir o protocolo e a dar atestado médico de 10 dias(foto: Reprodução vídeo WhatsApp)
O médico disse que se nega a seguir o protocolo e a dar atestado médico de 10 dias (foto: Reprodução vídeo WhatsApp)

O médico Delano Santiago se revoltou contra o protocolo instituído em Divinópolis, Região Centro-Oeste de Minas Gerais, para a testagem de pacientes com sintomas de COVID-19. Em um vídeo gravado no posto de saúde onde atua, no Bairro Bom Pastor, ele criticou o tempo mínimo estipulado para solicitar o exame.
 
Na gravação, feita nesta segunda-feira (26/4), Santiago foi para o meio do pátio de entrada da unidade saúde e desabafou entre os pacientes que aguardavam algum tipo de atendimento. Afirmou que se recusa a seguir as normas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), que foram informadas por uma enfermeira naquele mesmo dia.

“Quero ver quem me obriga a seguir protocolo. Primeiro, o paciente está chegando ali, mais de 10 dias com síndrome gripal, estou pedindo o exame de COVID, sabe o que esta prefeitura está me mandando fazer? O secretário de Saúde, o prefeito que vocês adoram? Ele criou o protocolo dele de que o exame só pode ser feito, hoje é dia 26, só no dia 10”, revelou.

Para fazer o teste, segundo o médico, o paciente precisa aguardar 15 dias. “O cara vai transmitir o vírus dia 26, 27, 28, 29, 30. Até dia 10, já contaminou a cidade inteira”, afirmou. O médico também disse que se nega a dar atestado médico para síndrome gripal sem a testagem da COVID.

“Qual patrão vai aceitar um atestado de 10 dias? (...) Prefeito me obriga a dar atestado de 10 dias. Me obriga. Secretário de saúde, me obriga a dar atestado de 10 dias”, desafiou.

Santiago é médico concursado e também ex-vereador da cidade.


“Município segue protocolo”

Divinópolis estabeleceu o protocolo próprio com última versão atualizada em 18 de março deste ano. Ele foi criado pelo infectologista e também professor e pesquisador da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Gustavo Rocha.

Em nota, a prefeitura informou que as recomendações gerais de abordagem e manejo clínico também seguem diretrizes do Guia de Vigilância Epidemiológica em COVID-19 e normativas técnicas da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Minas Gerais (SES/MG).

O exame de testagem rápida, segundo o município, é coletado em usuários sintomáticos a partir do 14º dia do início dos sintomas devido ao período de janela imunológica. Independentemente do resultado (positivo ou negativo), o paciente permanece em isolamento e monitoramento por um período de 10 dias.

“O exame RT-PCR tem indicação de coleta entre o 3º e 7º dia a partir do início dos sintomas e segue as diretrizes da SES/MG quanto aos critérios para coleta: usuários hospitalizados, pessoas com condições clínicas de risco para complicações da COVID-19, profissionais de saúde, segurança pública, idosos e trabalhadores de serviços essenciais”, informou em nota.

O protocolo também estabelece que, em caso de diagnóstico de Síndrome Gripal (SG), todas as pessoas devem ficar em isolamento domiciliar por 10 dias, a partir da data de início dos sintomas. 

Para os contatos domiciliares e próximos, o isolamento é de 14 dias após a última exposição potencial. Neste caso, há monitoramento pela equipe de saúde quanto a possível evolução para quadro sintomático.

O município ainda informou que a confirmação do diagnóstico pode seguir outros critérios, como laboratorial (biologia molecular através do RT-PCR e imunologia através da testagem rápida); clínico-epidemiológico; clínico-imagem; e clínico.

“A Semusa não tem medido esforços no sentido de garantir assistência de qualidade a todos os usuários suspeitos e confirmados para a COVID-19 bem como seus contatos, com vistas a evitar a disseminação do vírus e o adoecimento da população”, declarou.

Sobre o vídeo, a prefeitura declarou que “algumas pessoas estão utilizando o momento para politizar a situação”. 

*Amanda Quintiliano especial para o EM
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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