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Estado de Minas KIT COVID

Sem eficácia: vendas de medicamentos do chamado 'kit COVID' disparam em MG

Oito em cada 10 prescrições médicas de profissionais de saúde no estado contêm indicação para uso de ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina


20/04/2021 12:43 - atualizado 20/04/2021 12:57

(foto: Luis Robayo/AFP)
(foto: Luis Robayo/AFP)
O chamado 'kit COVID' é um conjunto de medicamentos que vêm sendo preconizados para tratamento da infecção pelo novo coronavírus, mas sem eficácia comprovada - ao contrário, em muitas situações acarretam efeitos adversos graves.

A prescrição de fármacos como ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina, entre outros, vai no sentido contrário às recomendações das autoridades médicas e sanitárias, mas, ainda assim, tem muitos defensores.

A exemplo do que vem acontecendo no Brasil, o uso desse coquetel de medicamentos também cresceu em Minas Gerais, onde as vendas de ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina dispararam. É a constatação do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma).

A aceleração vem acontecendo nas últimas semanas. Segundo o sindicato, a cada 10 receitas relacionadas à COVID-19 fornecidas por profissionais de saúde no estado, em cerca de 80% consta um dos remédios.

Por ser um produto que não precisa de ter a receita retida no momento da aquisição, a ivermectina, anti parasitário indicado para infestações, por exemplo, de sarna e piolho, é a fórmula mais vendida, conforme o levantamento da entidade.


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