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Estado de Minas NOVAS VAGAS

Para evitar colapso, Betim criará mais vagas para COVID-19 em hospitais

Ao todo, 25 novas vagas serão abertas no Cecovid-4 e no Hospital de Campanha para pacientes com COVID-19. A ocupação dos leitos de UTI (SUS) está em 67%


08/03/2021 16:30 - atualizado 08/03/2021 17:24

O Cecovid-4 funciona no prédio do Centro Materno-Infantil e tem capacidade instalada para 100 leitos de CTI; atualmente, tem 70 em funcionamento(foto: Roberto Maradona/Divulgação)
O Cecovid-4 funciona no prédio do Centro Materno-Infantil e tem capacidade instalada para 100 leitos de CTI; atualmente, tem 70 em funcionamento (foto: Roberto Maradona/Divulgação)
Para evitar um possível saturamento do sistema de saúde, a Prefeitura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), iniciou processo para ativação de mais 25 leitos exclusivos para atendimento da COVID-19.

Ao todo, mais 10 leitos de CTI serão abertos no Centro de Cuidados Intensivos (Cecovid-4), que funciona no prédio do Centro Materno-Infantil, e outros 15 novos leitos clínicos serão ativados no Hospital de Campanha, no Fiat Clube. Atualmente, a taxa de ocupação dos leitos para atendimento de casos graves (UTI) está em 67%. 
 
A situação não está tão crítica como em outros municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mas os dados mostram que pacientes infectados têm necessitado mais internação em UTIs que em leitos clínicos de baixa complexidade. A taxa de ocupação dos leitos de observação é de 38%. 
 
Sobre a ampliação dos leitos, a estrutura e equipamentos necessários para ativação já estão instalados e a contratação de RH está em andamento.

Os leitos serão abertos à medida em que os profissionais forem se apresentando para o trabalho. A expectativa é que todos os 25 estejam em funcionamento até o final desta semana.  
 
Betim tem duas estruturas para o atendimento da COVID-19. O Hospital de Campanha tem capacidade instalada de 115 leitos clínicos e 5 de CTI – atualmente, possui 45 leitos clínicos ativos. Com a abertura dos novos leitos, chegará a 60.
 
O Centro de Cuidados Intensivos tem capacidade instalada para 100 leitos de CTI e atualmente tem 70 em funcionamento. Com a ativação dos novos leitos, chegará a 80. 
 
Devido à microrregião de saúde, Betim atende outros 12 municípios que necessitam de atendimento a pacientes graves, com uma população aproximada de 750.000 habitantes: Bonfim, Brumadinho, Crucilândia, Esmeraldas, Florestal, Igarapé, Juatuba, Mário Campos, Mateus Leme, Piedade dos Gerais, Rio Manso e São Joaquim de Bicas.
 
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a taxa de ocupação dos leitos clínicos é de 38%: dos 115, 44 estão ocupados, sendo 42 pessoas residentes de Betim e outras duas de outras cidades. 
 
Dos 105 leitos de CTIs, há 70 pacientes internados, representando um percentual de 67% de ocupação. Desse número, 50 são residentes de Betim e 20 de outras localidades.
 
O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, ressaltou que a cidade tem capacidade instalada, mas a ampliação de leitos depende de credenciamento do Governo do Estado.

“Infelizmente, a rede hospitalar pública de Betim, que atende a toda a microrregião de saúde, que abrange outros 12 municípios, cerca de 800 mil pessoas, vem sofrendo um esgotamento. A abertura dos novos leitos é necessária, mas, para isso, dependemos de credenciamento de novos leitos pelo Governo de Minas e do repasse de recursos, uma vez que o município não tem condições financeiras de arcar com a operacionalização sozinho”, disse.
 
Em fevereiro de 2021, foram descredenciados 30 leitos de UTI. Sem o credenciamento, esses leitos foram fechados. “Betim tem toda estrutura, inclusive respiradores, para abrir mais leitos, mas depende do credenciamento do estado”, pontua Medioli.
 
Diante do atual cenário de aumento nos casos de internação, na última sexta-feira (5/3) foi publicado o Decreto nº 42.563, que prorrogou a suspensão de atividades culturais e de eventos e reduziu o horário de funcionamento do comércio, para diminuir a circulação de pessoas nas ruas e evitar aglomerações.
 

Betim cobra R$ 112 milhões em repasses atrasados 

Betim cobra R$ 112 milhões do Governo de Minas Gerais. O valor é referente a repasses para a área da saúde que o estado deve ao município entre o período de 2018 a 2020. Esse montante se refere ao custeio de programas como ProHosp, Rede Cegonha, Rede de Urgência e Emergência, SAMU 192, convênios e outros programas de responsabilidade de financiamento estadual.
 
Segundo o secretário adjunto de Gestão da Saúde, Augusto Viana, o atraso afeta diretamente o Plano de Enfrentamento ao Combate à Pandemia.

“Atualmente, a cidade está com 75 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em pleno funcionamento, mas com capacidade para chegar a 105 leitos imediatos e a 175 no médio prazo. Uma medida fundamental, principalmente neste momento em que a ocupação de leitos ativos está, praticamente, no limite e os casos da doença só aumentam em todo o país”.
 
Ainda segundo o secretário, além do atraso nos repasses, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais não credencia a abertura de mais leitos nas duas unidades exclusivas para tratamento da doença.

“Temos o único Hospital de Campanha em funcionamento em Minas Gerais. Hoje, autorizamos a abertura de mais 15 leitos clínicos, subindo para 60 ativos. Na UTI, autorizamos a abertura de mais 10 leitos, chegando a 80 leitos de UTI. Hoje, temos 70 abertos, quase todos ocupados, mesmo sem credenciamento e com recursos próprios do município”, pontua Viana.

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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