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Estado de Minas Vacinação Municipal

Uberlândia negocia compra 400 mil doses de vacina contra COVID-19

Assim como Belo Horizonte, município negocia com o Instituto Butantan. Além disso, está em contato com representante da vacina produzida na Rússia


09/12/2020 18:33 - atualizado 09/12/2020 19:34

Odelmo Leão (PP) citou a negociação durante coletiva(foto: Cleiton Borges/Secom/PMU)
Odelmo Leão (PP) citou a negociação durante coletiva (foto: Cleiton Borges/Secom/PMU)
A Prefeitura de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, negocia com pelo menos dois laboratórios a compra de 400 mil doses de vacinas contra a COVID-19. O potencial programa de vacinação contra o novo coronavírus seria apenas para a população da cidade. Com isso, a cidade pode se antecipar ao Plano Nacional de Imunização, que ainda não tem data para começar. 

A informação foi dada nesta quarta-feira (9/12) durante entrevista coletiva do prefeito Odelmo Leão (PP), que falava sobre os problemas das chuvas na cidade na noite anterior. O município ainda depende de liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para alguma das vacinas pretendidas.

Uberlãndia, é a primeira cidade em Minas, além de Belo Horizonte, a anunciar negociações com o Instituto Butantan sobre a possibilidade de aquisição da CoronaVac, que é produzida pelo instituto paulista e pela farmacêutica chinesa Sinovac. Odelmo informou que os contatos estão sendo feitos desde outubro. Um protocolo do laboratório é aguardado para a avaliação municipal de como a vacinação poderia acontecer.
 
Mais recentemente, o município iniciou negociação com a empresa União Química, que representa a vacina russa Sputnik V. Entretanto, nem esta nem a vacina criada na China ainda têm registro na Anvisa, o que inviabiliza qualquer campanha.

Leão afirmou que espera que até janeiro, mês em que o Governo de São Paulo sinalizou ser possível iniciar uma vacinação, haja alguma vacina das vacinas seja liberada. “Espero que até essa data possa haver um entendimento entre o Governo de São Paulo, Governo Federal e Anvisa e acertar o critério. Acho que é o momento para isso. Independentemente da vacina, eu quero aquela que poderá resolver uma situação”, disse o prefeito.

Orçamento

Também segundo o chefe do Executivo local, não existe um orçamento estimado para a campanha de vacinação municipal. O Município espera o envio dos preços das doses de ambas as vacinas para que seja feito o levantamento.

Politização

Apesar de o prefeito Odelmo Leão dizer que espera não haver politização da vacina contra o novo coronavírus no Brasil, a possibilidade de uma campanha local, ainda mais em se tratando da CoronaVac, vai contra o que os governos estadual e federal têm dito sobre a vacina.

Enquanto o governador Romeu Zema diz que vai esperar a implementação do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde sobre as vacinas contra a COVID-19, o presidente Jair Bolsonaro já deu declarações em redes sociais de que vê com desconfiança a vacina produzida em São Paulo.

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha...”, escreveu o presidente quando os testes da CoronaVac foram suspensos em novembro.

Apesar disso, o prefeito Odelmo Leão diz acreditar em um acordo geral. “Não há confronto com o governo. Não é hora de politização de vacina a, b, c ou d. O que eu quero é a vacina aprovada pela Anvisa”, disse.


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