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Estado de Minas

BR-381 é interditada para reconstituição de acidente com ônibus

Trabalhos da Polícia Civil, com apoio da PRF, devem terminar por volta do meio dia. Rodovia será totalmente interditada na altura do km 350


09/12/2020 09:31 - atualizado 09/12/2020 10:12

Trecho da rodovia onde será realizada a reconstituição(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Trecho da rodovia onde será realizada a reconstituição (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)

O trânsito na BR-381 será totalmente interditado a partir das 10h para a realização da reconstituição do acidente com um ônibus no km 350, entre os municípios de Nova Era e João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais. Dezenove pessoas morreram e 29 ficaram feridas. 

O acidente ocorreu na tarde de 4 de dezembro, quando o veículo desgovernado caiu de uma altura de cerca de 30 metros do viaduto conhecido como "Ponte Torta". O ônibus seguia de Alagoas com destino a São Paulo. 

“A rodovia será totalmente interditada por aproximadamente duas horas. Solicitamos aos usuários que planejem rotas alternativas e evitem o local”, orienta a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que vai organizar o trânsito na região enquanto investigadores da Polícia Civil, coordenados pelo delegado regional de João Monlevade, Paulo Tavares Neto, realizam os trabalhos. O motorista Luiz Viana de Lima vai participar. 



Segundo testemunhas, o ônibus seguia pela BR-381, no sentido Ipatinga. Ao descer a serra, quando se aproximava da “Ponte Torta”, viaduto sobre o Rio Piracaba e a estrada de ferro Vitória Minas, o ônibus perdeu os freios e entrou pela contramão, descontrolado, chegando a bater no retrovisor de outro veículo que viajava no sentido contrário.

No “embalo da descida”, o veículo passou pela Ponte Torta, mas na subida perdeu aceleração (possivelmente por um outro problema mecânico) e começou a descer de ré, ainda segundo as testemunhas. Nesse momento, seis pessoas saltaram do veículo em movimento. Na sequência, o ônibus despencou do viaduto e pegou fogo ao lado dos trilhos da ferrovia que liga Minas Gerais ao Espírito Santo. 

O motorista estava desaparecido desde o dia do acidente e se apresentou somente no início desta semana. “Ele fugiu, segundo ele, porque ficou com medo. Muitas pessoas que paravam no local, alguns outros motoristas, estavam procurando por ele, perguntando cadê o motorista. Então, ele se sentiu acuado e resolveu fugir”, relatou o delegado Paulo Tavares na segunda-feira.

No dia seguinte ao acidente, PRF e Corpo de Bombeiros trabalhavam no local iniciando apurações e recolhendo pertences das vítimas. O ônibus foi retirado do local com um guindaste (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
No dia seguinte ao acidente, PRF e Corpo de Bombeiros trabalhavam no local iniciando apurações e recolhendo pertences das vítimas. O ônibus foi retirado do local com um guindaste (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)


Em entrevista coletiva, Tavares evitou dar detalhes do depoimento do motorista, mas contou que Luiz Viana alegou que houve problema mecânico no momento do acidente. De acordo com o delegado, o condutor disse que o coletivo teve pane no freio e acrescentou que, durante o percurso entre Mata Grande/AL e João Monlevade, foi submetido a uma troca de correia do motor.

“Segundo ele – isso vai ser confirmado ou não, posteriormente, por meio das provas periciais e demais provas testemunhais – houve uma falha técnica. O ônibus voltou (de marcha ré). Segundo ele, houve um problema no freio”, afirmou.

O motorista, de acordo com Paulo Tavares, estava emocionalmente abalado e chorou o tempo todo durante o depoimento. Luiz Viana não teve escoriações ao saltar do ônibus em queda e, segundo o delegado, não chegou a deixar a região de João Monlevade durante a fuga do local do acidente. (Com informações de Matheus Adler, Luiz Ribeiro e Mariana Costa)


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