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Estado de Minas TRAGÉDIA

Zema lamenta acidente na BR-381 e diz que via é a 'nova estrada da morte'

Governador prestou solidariedade às famílias das vítimas da queda de ônibus de viaduto em João Monlevade e chamou trecho BH-Vitória de 'estrada da morte'


04/12/2020 16:12 - atualizado 04/12/2020 18:00

O governador Romeu Zema reconheceu que o trecho próximo a João Monlevade, onde ocorreu a queda do ônibus, é um dos mais perigosos do estado(foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG)
O governador Romeu Zema reconheceu que o trecho próximo a João Monlevade, onde ocorreu a queda do ônibus, é um dos mais perigosos do estado (foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG)
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi ao Twitter nesta sexta-feira (4/12) manifestar apoio às vítimas do acidente que ocorreu nesta tarde na BR-381, em João Monlevade, Região Central do estado.

Um ônibus de turismo caiu de uma ponte de 35 metros de altura próximo ao quilômetro 350 da rodovia. Até às 15h30, a Polícia Rodoviária Federal havia confirmado 10 mortes no local. Os bombeiros, por sua vez, afirmam que há 15 óbitos - onze na estrada e quatro no trajeto para o hospital. Outras 27 pessoas ficaram feridas.

"Estarrecido. Toda a minha solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do grave acidente que ocorreu nesta tarde, em João Monlevade, Região Central", disse o chefe do executivo. 



Zema destacou ainda que todo o aparato do estado foi mobilizado para o atendimento dos feridos. 


'Estrada da morte'

Por volta de 16h40, em entrevista à GloboNews, o político reconheceu que a BR-381 é, hoje, uma das estradas mais perigosas do país, equiparando-se à rodovia paulista BR-116, a Régis Bittencourt, conhecida como "estrada da morte". 

"A BR-381 e BR-262 historicamente são as rodovias que mais têm acidentes e vitimas fatais no estado. Tínhamos a estrada da morte, São Paulo-Curitiba, e, talvez, agora seja esse trecho, entre Belo Horizonte e Vitória, a nova estrada da morte”, afirmou o governador.

O governador também admitiu que o problema está nas pistas estreitas da via e na lentidão das obras de duplicação, que se arrastam há décadas. 

"Eu sou usuário da rodovia e, constantemente, me deparo com caminhões, ônibus e veículos de carga pesada circulando em pistas simples, que deveriam ter sido duplicadas há mais de 30 anos", avaliou o chefe do executivo. 

Questionado sobre o que pretende fazer para acelerar o processo de duplicação da via, o mandatário argumentou que há vários intervalos da rodovia em duplicação atualmente. 

Ele disse ainda que há diversas obras aprovadas para a estrada no Ministério da Infraestrutura e que, apesar da lentidão dos projetos, a duplicação da BR-381 é, hoje, a maior intervenção do Governo Federal em Minas. 

Com aproximadamente 303 quilômetros de extensão, o trecho da BR-381 em que ocorreu o acidente vai de Belo Horizonte a Governador Valadares, Região Leste de Minas. A via é muito utilizada pelos mineiros para acesso às praias do Espírito Santo. 

As obras no intervalo em questão se arrastam desde 2014. Apenas 35 quilômetros - ou seja, menos de 10% do total - foram concluídas até o momento.


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