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Estado de Minas PERIGO AMBIENTAL

Tombamento de caminhão com ácido sulfúrico causa riscos para peixes do Rio Tijuco

O acidente aconteceu no início da manhã desta quarta-feira (25), no km 134 da BR-050, sentido Uberlândia, a cerca de 20 quilômetros de Uberaba


25/11/2020 11:49 - atualizado 25/11/2020 13:57

O acidente aconteceu depois que motorista perdeu o seu controle direcional e atingiu o corrimão da ponte do rio Tijuco(foto: 8º BBM/Divulgação)
O acidente aconteceu depois que motorista perdeu o seu controle direcional e atingiu o corrimão da ponte do rio Tijuco (foto: 8º BBM/Divulgação)
Após bater em corrimão da ponte do Rio Tijuco, um caminhão tombou e derrubou aproximadamente 7 mil litros de ácido sulfúrico na pista, sendo que parte do produto corrosivo atingiu um curso de água. No momento do tombamento, vários bags que continham o ácido caíram do veículo e vazaram pelo local. O motorista do caminhão foi atendido pela equipe médica da concessionária Eco050 e dispensou transporte até hospital.
“Não haverá impacto na captação de água para as cidades próximas. A quantidade do produto que atingiu o rio não tem potencial para comprometer a captação de água em Uberaba ou Uberlândia. O produto é o ácido sulfúrico 40%. Nesta concentração, é conhecido como água de bateria. Pode haver mortandade de peixes, o que será monitorado pelos órgãos ambientais”, contou o comandante do 8º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), o tenente coronel Anderson Passos, que ainda informou que uma equipe especializada em emergências ambientais precisou colocar obstáculos para que maior quantidade do produto não atingisse o rio.
 
Durante os trabalhos dos bombeiros, foi necessário interromper o tráfego da rodovia, no sentido Uberlândia. “Isso durou cerca de 90 minutos”, completou Passos.
 
Autoridades no local (equipes da PRF e 8º BBM) aguardam uma empresa contratada pela transportadora do caminhão para fazer o transbordo e recolher a terra contaminada.
 
“Nessas emergências, há uma divisão de tarefas e atribuições: bombeiros (socorro à vida, contenção do dano ambiental, preservação da segurança), corporações policiais (perícia, verificação de licenças, habilitação, bafômetro se necessário, fiscalizações de notas fiscais), Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (reparação de danos ambientais, multa), concessionária que administra o trecho (apoio a todas as demandas dos órgãos públicos, dentre as quais, o controle de tráfego, sinalização, informação ao público) e transportadora do caminhão (custos da empresa contratada para a operação, além de outras responsabidades)”, explicou Anderson Passos. 


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