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Estado de Minas Interior

COVID-19 avança no Norte de Minas

Flexibilização das atividades econômicas e relaxamento das medidas preventivas são as causas da elevação do número de casos de coronavírus


23/11/2020 06:00 - atualizado 23/11/2020 07:17

Vista de Montes Claros: número de casos de COVID-19 aumentou no município(foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)
Vista de Montes Claros: número de casos de COVID-19 aumentou no município (foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press)


O avanço recente da COVID-19 no interior do estado acende a luz amarela. A preocupação ocorre no Norte de Minas, onde, no último trimestre, os casos de coronavírus aumentaram 244% (2,5 vezes mais), de acordo com o estudo “Geografia em Saúde”, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

A flexibilização das atividades econômicas no município e o relaxamento das medidas preventivas, com maior circulação das pessoas nas ruas são as causas da elevação do número de casos da COVID-19, observa o professor Gustavo Gustavo Cepolini, um dos coordenadores da pesquisa.

O estudo “Geografia da Saúde”, realizado pelo Departamento de Geografia e pelo mestrado da mesma área da Unimontes, com base nos dados do boletim da Secretaria Estadual de Saúde, aponta que o número de casos de coronavírus nos 89 municípios do Norte de Minas saíram de 6.935 em 14 de agosto para 23.870 em 17 de novembro, respondendo por 6,2% do total de casos no estado.

O levantamento revela também que a pandemia chegou em toda a região, alcançando também os pequenos municípios mais isolados e as chamadas cidades “fim de linha” (que não estão situadas às margens de estradas que dão acesso a outros municípios).

É o caso de Botumirim (6,28 mil habitantes), a última cidade norte-mineira a ter registros da COVID-19 – os primeiros três casos do município foram registrados no final de outubro.

De acordo o estudo da Unimontes, ao longo dos oito meses da pandemia, ocorreram mortes provocas pelo coronavírus em 61 cidades do Norte de Minas.

Até 17 de novembro, 444 pessoas perderam a vida por causa da doença nesta parte do estado.  45% destes óbitos aconteceram em Montes Claros, polo mesorregional e referência no atendimento de pacientes dos demais municípios da região.

Segundo a pesquisa, os primeiros casos da COVID-19 no Norte de Minas foram registrados em 7 de abril e no começo da pandemia, o crescimento de casos foi lento.

A região atingiu a primeira centena de contaminados pelo coronavírus em 20 de maio. Em 10 de julho, somava 1.896 casos, chegando a 10,7 mil pacientes infectados em 30 de agosto.

A partir daí, houve uma “aceleração” dos registros da COVID-19 no Norte do estado, que chegaram a 13.617 em 15 de setembro. Os casos continuaram avançando e chegaram a 23.870 em 17 de novembro, última data de registros do estudo.
 

Relaxamento


Para o professor Gustavo Cepolini, o aumento dos casos da COVID-19 no Norte de Minas está vinculado à flexibilização das atividades econômicas nos municípios e ao fluxo de pessoas nas respectivas cidades. Ele também salienta que houve um aumento significativo das testagens, o que contribuiu para que o registro de maior quantidade de pacientes com diagnóstico do coronavírus.

A recomendação do pesquisador é que as medidas preventivas continuem, com a adoção de critérios mais rígidos na flexibilização das atividades econômicas, “para que a gente possa ver uma estabilidade ou mesmo uma queda no percentual de casos enquanto ainda não se sinaliza uma vacina em massa para conduzir melhor o tratamento da doença”.

"É preciso evidenciar a importância da continuidade do isolamento social, sobretudo as escolhas acertadas com o fechamento das escolas da educação infantil, de educação básica e o ensino superior, ou seja, o cuidado com as pessoas”, orienta Gustavo Cepolini, que coordena o estudo juntamente com a professora Iara Maria Silveira e com a participação de estudantes de geografia, responsáveis pela organização e dos mapas da COVID-19 no Norte do estado.

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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