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Estado de Minas LESTE DE MINAS

Motoristas de vans de Valadares esperam lei do transporte alternativo

Profissionais que faziam o transporte escolar até março e pararam por causa da pandemia apostam na aprovação da lei para voltar a trabalhar


21/10/2020 17:17 - atualizado 21/10/2020 18:43

O motorista César, sua esposa Juliana e a filha. A família espera pela aprovação da lei para poder retomar suas atividades(foto: Álbum de Família/Divulgação)
O motorista César, sua esposa Juliana e a filha. A família espera pela aprovação da lei para poder retomar suas atividades (foto: Álbum de Família/Divulgação)
A segunda votação do projeto de Lei que propõe a criação do transporte alternativo em Governador Valadares deve entrar na pauta das reuniões da Câmara Municipal ainda na primeira quinzena de novembro. A previsão é do presidente da Câmara, vereador Júlio Avelar (PV). Ele explicou que a segunda votação já deveria ter ocorrido, mas o vereador Alê Ferraz (DEM) apresentou uma emenda ao projeto e atrasou o processo. O atraso deixou impacientes os donos de vans, que estão com suas atividades suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus

Caso o projeto seja aprovado, as vans poderão fazer o transporte alternativo de passageiros na cidade. Júlio Avelar explicou que a aprovação do projeto “vai facilitar a vida de milhares de usuários de transportes que poderão ter um transporte mais barato, seguro e limpo”. Avelar disse também que a lei vai proporcionar a geração de centenas de empregos aos motoristas de vans e microônibus, que hoje estão parados. 

O projeto atende às muitas reivindicações feitas pelos motoristas profissionais, proprietários das vans escolares, que foram à Câmara várias vezes pedindo a elaboração de projeto de lei que garantisse a eles essa nova oportunidade de trabalho. 

César Carvalho Barbosa, que representa os motoristas de vans da Região da Ibituruna, um conjunto de bairros localizados na margem direita do Rio Doce, disse que a situação dos motoristas está insustentável. “Eu e minha esposa estamos fazendo quitandas pra vender e ter renda pra sustentar a família”, disse. 

Além de se preocupar com o sustento da família, César disse que ele e seus colegas motoristas ainda têm de se preocupar com algo pior: os financiamentos dos veículos. Sem renda, eles não têm condições de pagar as parcelas do financiamento. Ao renegociar a dívida com os bancos, a dívida só aumenta por causa dos juros. 

Para não deixar a dívida virar uma bola de neve, a saída encontrada por muitos é se desfazer do bem adquirido com o financiamento. “Eu e meu cunhado, por exemplo, tínhamos cinco vans. Já vendemos uma para pagar o banco. Ficamos com quatro, porém, todas estão paradas. Meu cunhado arrumou um serviço de pedreiro e assim vamos vivendo”, disse.

A aprovação do projeto e sanção da lei que vai autorizar o trabalho dos motoristas de vans será a salvação da categoria profissional, avalia César. O presidente da Câmara, Júlio Avelar, disse que se esforçou ao máximo, se reunindo com os motoristas e tomando conhecimento da situação que ela considera crítica. Mesmo assim, o projeto entrou na Ordem do Dia em 1/10 por decurso de prazo. Agora aguarda os pareceres das Comissões Técnicas da Câmara para ser votado pela segunda e última vez.


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