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Estado de Minas NESTA QUINTA

Acusado de matar namorado da ex vai a júri popular e pode pegar até 30 anos de prisão

Antônio Azevedo dos Santos não se conformava com fim do relacionamento e assassinou Guilherme Elias Veisac em 2016


09/09/2020 19:54 - atualizado 09/09/2020 20:52

O julgamento será realizado no Forum Lafayette(foto: Robert Leal/TJMG)
O julgamento será realizado no Forum Lafayette (foto: Robert Leal/TJMG)

O empresário Antônio Azevedo dos Santos, de 49 anos, acusado de matar o namorado de sua ex-companheira, será julgado nesta quinta-feira, em Belo Horizonte. O crime aconteceu em 18 de setembro de 2016, no Bairro Jardim Atlântico, na região da Pampulha.

O julgamento, presidido pelo juiz Leonardo Damasceno, será realizado às 9h, no 1º Tribunal do Júri, Forum Lafayette, no Barro Preto, região Centro-Sul da capital.

O crime

Segundo as investigações, Antônio teria planejado o homicídio. Na data do crime, ele seguia para Nova Serrana, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, com os filhos, quando viu pelo celular a ex-mulher chegando com o namorado ao prédio.

Ele tinha as chaves do apartamento e, por já ter sido síndico do condomínio, tinha acesso às imagens das câmeras de segurança.

De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, Antônio a sua ex-companheira mantiveram união estável por dez anos e se separaram no final de 2015. Inconformado com o novo relacionamento da ex com Guilherme Elias Veisac, de 32 anos, Antônio decidiu matá-lo.
(foto: Antônio Azevedo dos Santos, de 47 anos)
(foto: Antônio Azevedo dos Santos, de 47 anos)

O réu entrou no apartamento da ex-companheira por volta das 4h30, enquanto o casal dormia. Em depoimento, ela contou que Antônio lhe apontava uma arma e a ameaçava de morte.

Guilherme teria tentado acalmá-lo, quando foi atingido por um disparo. Antes de ir embora, segundo as investigações, o suspeito ameaçou a ex-mulher, dizendo que isso aconteceria com todos os homens com quem ela se relacionasse, e que ele não a mataria por enquanto. Na fuga, levou os celulares que estavam no apartamento e o telefone fixo.

Ouvido durante o processo, na fase inquisitorial, narrou de forma detalhada como invadiu o prédio e o apartamento e confessou ter atirado, porém sem saber em qual direção. A mulher, no entanto, disse que o réu manteve a arma o tempo todo apontada para ela mas, no fim, atirou contra o namorado.

Homicídio qualificado

Antônio Azevedo dos Santos será julgado por homicídio qualificado, uma vez que o crime teve motivo fútil – segundo a denúncia, ele “nutria por sua ex-companheira um sentimento de posse” e ter praticado emboscada, dificultando a defesa da vítima. Conforme previsto no Artigo 121, §2º, do Código Penal, a pena é de reclusão, de 12 a 30 anos.


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