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Estado de Minas DENÚNCIA ANÔNIMA

Dupla usava fazenda para comércio ilegal de armas e drogas em Santa Luzia

Policiais militares chegaram ao local depois de denúncia anônima. No meio de um bambuzal, encontraram 75 espingardas


05/09/2020 11:04 - atualizado 05/09/2020 11:25

As polícias militar e civil procuram por dois homens suspeitos de tráfico de drogas e venda ilegal de armas. Otávio Hernandes Castro Anselmo, de 20 anos, conhecido por “Tapinha”, e Ricardo Luiz, de 56, usavam a Fazenda Catitu, na Estrada da Taquara, em Santa Luzia, para seus negócios escusos. Na batida feita na noite de sexta-feira (4), foram apreendidas 75 espingardas, sendo que a maior parte delas estavam escondidas em um bambuzal.

Tudo começou quando a PM recebeu uma denúncia anônima que indicava a fazenda como local dos comércios ilegais. Quando chegaram ao local, os policiais encontraram a porteira abeta. Foram direto para a casa e lá, encontraram um homem, “Tapinha”, assentado na varanda.

Assim que avistou os policiais, o homem saiu correndo em direção a um matagal. Antes, no entanto, passou em frente a uma segunda casa existente no terreno. Esta seria de Ricardo, que não estava no local. Veloz, “Tapinha” conseguiu escapar, entrando no matagal.

Os policiais retornaram à primeira casa e lá encontraram o caseiro, Zé Lúcio, de 74 anos. Este contou aos policiais que “Tapinha” frequentava dois pontos na fazenda, um capinzal, onde teria enterrado drogas, e o bambuzal. Os cães da ROCA, da PM, foram solicitados. No entanto, não conseguiram farejar nada. Será necessário cavar o terreno.

Na casa, em cima da mesa, havia uma barra de maconha. No quarto de “Tapinha”, debaixo da cama, três espingardas e também muitas fotos, dele com Ricardo e drogas. Já no bambuzal, os militares encontraram caixas, e dentro destas, 71 espingardas, envolvidas em sacos de linhagem.

Os militares conseguiram localizar o dono das terras, que foi até o local e disse que jamais suspeitou que “Tapinha” e Ricardo, que moravam de favor, estivessem envolvidos com tráfico de drogas e venda ilegal de armas.

Ele chegou a ligar, pelo celular, para Ricardo, pedindo explicações sobre o que se passava na fazenda e pedindo para que ele comparecesse ao local, mas Ricardo não apareceu. Agora a dupla é procurada pela polícia. Segundo contou o caseiro, “Tapinha” colocava as drogas em toneis de plástico e os enterrava.


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