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Estado de Minas DESVIO DE VERBAS

Desdobramento da Operação Malebolge, em Araxá, aponta indícios de novos crimes

Investigações, que já prenderam seis pessoas, entre eles dois políticos, começaram em 2019


27/08/2020 16:33 - atualizado 27/08/2020 18:13

Na primeira análise dos documentos apreendidos, a Polícia Civil identificou indícios de outros crimes envolvendo empresas da cidade de Araxá(foto: Polícia Civil/Divulgação)
Na primeira análise dos documentos apreendidos, a Polícia Civil identificou indícios de outros crimes envolvendo empresas da cidade de Araxá (foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil anunciou o desdobramento da operação “Malebolge”, que investiga o desvio de verbas públicas, por meio de lavagem de dinheiro e da contratação de transporte público em Araxá, com um prejuízo estimado em R$ 5 milhões aos cofres púbicos.
 
Seis pessoas já estão presas, entre eles o secretário municipal de Ação e Promoção Social, Moises Pereira Cunha; a ex-secretária de Governo, Lucimary Ávila, seu marido, Leovander Gomes de Ávila, um servidor e um casal de empresários, que seria o prestador de serviço.

Na primeira análise dos documentos apreendidos, a Polícia identificou indícios de outros crimes envolvendo empresas de Araxá. As investigações apontam que, em razão dos recursos desviados da prefeitura municipal, houve também alienação de imóveis.

As investigações são conduzidas pelo delegado Renato Alcino, que explica que o golpe consistia em “vencida a licitação, a secretária de governo emitia ordem de serviço para que essa empresa realizasse viagens e, depois da viagem supostamente realizada, eram emitidos relatórios. Feito isso, os valores eram transferidos por meio eletrônico para a empresa, que repassava parte para o grupo criminoso”, explica. 

A empresa vencedora da licitação era especializada em transporte escolar e as contratações de funcionários, como motoristas, por exemplo, eram ilegais. As operações tiveram início em 2016 e foram investigadas por meio de uma parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais.

Até o momento, foram instaurados 10 inquéritos policiais, que versam sobre lavagem de dinheiro, crimes de corrupção, falsidade ideológica e organização criminosa.


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