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Estado de Minas CRIME

Homem é suspeito de matar uma de suas amantes com a ajuda da namorada em BH

Casal foi preso pela Polícia Civil. Crime aconteceu em setembro do ano passado. Vítima foi espancada e asfixiada


12/08/2020 13:22 - atualizado 12/08/2020 16:37

Corpo foi encontrado em uma rua no Bairro Jardim Felicidade(foto: Reprodução/Google)
Corpo foi encontrado em uma rua no Bairro Jardim Felicidade (foto: Reprodução/Google)
Um segurança de 53 anos, casado no interior, mas que vivia em um tipo de 'harém' em Belo Horizonte, foi preso pela Polícia Civil, com uma de suas amantes. Os dois são suspeitos de envolvimento no assassinato de uma outra namorada do homem. O crime ocorreu em setembro do ano passado, no Bairro Conjunto Felicidade, Região Norte da Capital.

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (12), a vítima e o homem trabalhavam em um hospital, ele como segurança e ela, como atendente do setor administrativo. Os dois engataram um romance que durou cerca de um ano, mas além de ser casado com uma mulher que mora no interior do estado, o homem já tinha um relacionamento há mais de 10 anos com uma outra mulher.

A vítima não sabia dos outros relacionamentos do suspeito e começou a pressionar o homem para que ele assumisse um relacionamento sério com ela. Enciumada, a outra amante, uma mulher de 60 anos, arquitetou com o suspeito um plano para assassinar a vítima. 

No dia 6 de setembro, a mulher chamou a vítima para conversar sobre o suspeito, alegando que faria revelações sobre ele. Atraída para a emboscada, a mulher foi torturada, asfixiada e, teve o corpo abandonado em frente à casa do homem.
 
O segurança que usou como álibi o fato de estar trabalhando no dia do crime, chegou em casa e encontrou a polícia na rua realizando a apuração do fato. Questionado se conhecia a vítima ele negou. Em seguida, viajou para o interior onde a esposa morava e lá permaneceu durante alguns dias.

Confissão

O casal foi preso na semana passada. O homem não deu a sua versão sobre o crime, já a mulher confessou, mas disse que foi coagida.

 “Ela alega que não imaginava que ocorreria a morte. Mas as circunstâncias são evidentes que ela sabia que o objetivo era a execução", explicou a delegada Ingrid Estevam, do Núcleo Especializado de Investigação de Feminícidio do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Os dois não tinham antecedentes criminais e seguem presos temporariamente. A participação de uma terceira pessoa no crime está sendo investigada.
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.
 


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