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Estado de Minas FLEXIBILIZAÇÃO

Abrasel cobra PBH e pede previsão para reabertura de bares e restaurantes

Presidente da entidade pede que prefeitura dê uma data para que empresários do setor possam planejar os próximos meses e não demitam funcionários


postado em 29/05/2020 20:31 / atualizado em 29/05/2020 21:09

 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgou nesta sexta-feira (29) um vídeo e uma nota para cobrar uma posição da Prefeitura de Belo Horizonte para a reabertura do setor em meio à pandemia do novo coronavírus.

 

No posicionamento, a Abrasel esclarece que não deseja a reabertura “a qualquer preço”. Pede, porém, que o Executivo municipal apresente uma data para que os empresários do setor possam planejar o retorno.

 

Segundo números da entidade, 20% dos bares e restaurantes de Belo Horizonte faliram durante a pandemia da COVID-19. Na mesma toada, 1/3 dos funcionários já foram demitidos no período, mas até 60% pode perder seus empregos caso o fechamento continue nos próximos meses.

 

 

 

O setor viveu expectativa nesta sexta-feira da apresentação de uma data para reabertura durante entrevista coletiva da prefeitura na sede do governo municipal. No entanto, o Executivo optou por não flexibilizar o comércio da cidade e manter a situação como está.

 

Na semana passada, a PBH permitiu a reabertura de alguns setores que estavam suspensos, como shoppings populares, perfumarias e lojas voltadas a peças automotivas. Os bares e restaurantes sequer foram incluídos no planejamento.

 

Bares lotados são marca de Belo Horizonte: setor cobra plano da prefeitura(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Bares lotados são marca de Belo Horizonte: setor cobra plano da prefeitura (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
 

 

“Participamos de todas as reuniões com a administração municipal para discutirmos os protocolos da reabertura e estamos totalmente dispostos a cumprir com rigor as normas necessárias para voltarmos a operar. Mesmo assim em nenhuma das quatro fases de retomada das atividades do comércio, os bares e restaurantes foram citados”, afirmou Ricardo Rodrigues, presidente da Abrasel.

 

Belo Horizonte registra, conforme o último levantamento das autoridades, 1.766 casos confirmados de COVID-19 e 48 mortes, sendo 25 homens e 23 mulheres. Das vidas perdidas, 35 eram idosos, parcela da população mais vulnerável à doença.  

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