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Estado de Minas COVID-19

Presidente da CDL critica PBH: 'É mais barato fazer leito de UTI'

Segundo empresário, cidade deveria investir no sistema de saúde para abrir mais UTIs ao invés de frear reabertura do comércio


postado em 29/05/2020 17:21 / atualizado em 29/05/2020 17:52

Parte das lojas não tiveram liberação para funcionar e amargarão perdas enormes de receitas(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Parte das lojas não tiveram liberação para funcionar e amargarão perdas enormes de receitas (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Belo Horizonte, Marcelo de Souza e Silva, criticou a decisão da prefeitura de frear a abertura da economia na capital mineira. O empresário teme que haja um prejuízo maior para os comerciantes e até sugeriu que o poder público crie mais leitos de UTI em hospitais no lugar de determinar isolamento social.
 
“Estamos dispostos a sentar todo mundo e discutir, prefeitura, governo do estado, secretarias... O que não pode é ocorrer isso. Muita gente está fechando seu comércio. Fizemos o distanciamento, demos nossa contribuição e agora não podemos reabrir. Se fizermos distanciamento para criar condições de saúde, então que crie 3 mil, 4 mil ou 5 mil leitos de enfermarias ou de UTI. Caso contrário, ficaremos eternamente fechados e não vamos conseguir”, disse Marcelo. 

“É importante preservar vidas, mas daqui a pouco tem muita gente desempregada. Vamos ter um prejuízo enorme quando houver a retomada do comércio. É mais barato fazer leito de hospital do que recuperar a economia da cidade”, completou o empresário. 

Segundo ele, a queda no comércio em março foi entre 4% e 5%, mas abril teve redução de 25% a 30% nas vendas – alguns setores chegaram à marca negativa de 70%. “O setor de turismo, agências de viagem tiveram perdas enormes. Você tem um mês mais ou menos, outros mês ruim e o terceiro mês, péssimo. Vai ter muito fechamento de loja. É outro tipo de doença, outra pandemia. Acabando essa da COVID, vamos ter famílias procurando emprego e sendo destruídas”.

Ele disse que entrou em contato com o governador de Minas, Romeu Zema, para buscar uma solução para a crise econômica. “O distanciamento foi criado para a saúde se preparar. Temos chegando a um ponto de exaustão, de não acreditar mais (na reabertura total da economia)”.
 
Em nota, a própria CDL acha injusta a decisão da PBH de não abrir os demais setores do comércio: "Entendemos que o comércio de Belo Horizonte não pode ser penalizado por uma suposta negligência no combate ao Coronavírus no interior do Estado.  Por isso, a necessidade urgente do diálogo entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo do Estado para encontrar soluções para este problema. A CDL/BH está à inteira disposição para colaborar nessa união de esforços. 

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