
O delegado Marcus Vinícius Lobo, da 1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco/Deoesp), esteve no comando das investigações. Ele contou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (5), que as prisões ocorreram de janeiro até o fim de abril.
O suspeito de liderar o grupo foi capturado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ele estava foragido do sistema prisional e era responsável pelo abastecimento de entorpecentes em vários pontos de BH e da Região Metropolitana, atuando na fronteira do Brasil com o Paraguai.
“Foram presos também outros integrantes, cada um com uma tarefa específica”, explicou o delegado.
As duas mulheres capturadas eram responsáveis pela movimentação financeira do bando. Em uma das prisões, a Polícia Civil conseguiu chegar no momento em que uma pessoa depositaria R$ 70 mil, valor equivalente a um dia de atividade do tráfico. Gerentes e responsáveis pela venda direta das drogas também foram presos.
“Um dos gerentes residia em um apartamento de luxo no bairro Buritis, na capital mineira, sendo que a residência dele era incompatível, pois ele não tem trabalho fixo”, afirmou Marcus Vinícius.
Além do apartamento, vários carros de luxo foram apreendidos, como um Audi A7, uma Mercedes E-500 blindada, um Honda Civic e uma Volkswagen Amarok. Lotes e residências que estavam em nome de pessoas pertencentes à quadrilha também foram identificadas pela polícia.
A Polícia Civil seguirá investigando a participação de outras pessoas na organização criminosa, levantando, também, outros bens e imóveis que estejam em poder da quadrilha. Os presos serão indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
