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Estado de Minas CORONAVÍRUS EM BH

Kalil diz que lojas de BH só poderão atender 'da porta para fora'

Prefeito disse que decreto para impedir aglomeração de pessoas dentro de estabelecimentos já está assinado


postado em 06/04/2020 21:05 / atualizado em 06/04/2020 23:19

No fim de semana, a maior parte do comércio não funcionou em Belo Horizonte(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
No fim de semana, a maior parte do comércio não funcionou em Belo Horizonte (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Depois de um dia em que já havia anunciado uma série de medidas para combater a pandemia de coronavírus, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou que proibirá o acesso de pessoas ao interior das lojas da capital.

Já assinei o decreto. As lojas de Belo Horizonte, inclusive as de chocolates, só poderão atender da porta pra fora, sem clientes do lado de dentro”, disse Kalil por meio de seu Twitter nessa segunda-feira.


Mais cedo, o prefeito já havia desmentido a informação de que pretendia liberar o funcionamento de lojas de chocolate na capital e disse que a hora é de “tentar comer arroz com feijão”


Não existe isso, isso é fake news. Loja de chocolate é fake news. Eu não sei quem deixou! A Guarda Municipal não está autorizada a deixar loja de chocolate nenhuma aberta. “Não é hora de comer chocolate, não, é hora de tentar comer arroz e feijão. Com todo respeito, falar em chocolate agora é agredir a inteligência, agredir o coração da pobreza, da miséria, do aglomerado e da vila, principalmente do internado, do doente”, afirmou Kalil em entrevista coletiva.

Outras medidas

No dia 18 de março, Alexandre Kalil assinou o Decreto Municipal nº 17.304/2020, suspendendo temporariamente o alvará de funcionamento de shoppings, feiras, casas de shows, cinemas, teatros, clubes, academias, salões de beleza, parques e outros diversos estabelecimentos.

Nesta segunda, o prefeito anunciou que adotará novas medidas para restringir a circulação de pessoas na orla da Lagoa da Pampulha e na Praça da Assembleia. O objetivo é evitar aglomerações em meio à pandemia do novo coronavírus.


O chefe do Executivo municipal afirmou, ainda, que as medidas restritivas não têm prazo para terminar e que apenas os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde podem determinar o fim da quarentena. "Nós colocamos o plano em prazo indeterminado, para não ficar nessa bobagem de: 'decreta para lá, decreta para cá'. Eles (especialistas) é que estão no comando, eles é que decretarão o fim da pandemia".


Minas tem mais de 500 ocorrências da Covid-19, com 9 mortes e outros 119 óbitos em investigação. Em Belo Horizonte, foram 260 casos da doença, com 4 vítimas fatais.

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