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Estado de Minas COVID-19

Kalil: 'Se sua mãe estiver doente, você liga para o Mandetta ou para o Bolsonaro?'

Favorável ao isolamento social, prefeito de Belo Horizonte ressalta que tem agido conforme orientam os organismos de saúde


postado em 06/04/2020 18:22 / atualizado em 06/04/2020 23:00

Kalil é contrário à ideia do isolamento vertical, encampada por Bolsonaro.(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
Kalil é contrário à ideia do isolamento vertical, encampada por Bolsonaro. (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
Durante o anúncio de medidas de restrição à circulação de pessoas na orla da Lagoa da Pampulha e na Praça da Assembleia, nesta segunda-feira (6), o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse não acreditar que as críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao isolamento social completo alteram significativamente a percepção da população sobre a importância das determinações. Ele classificou os críticos ao isolamento como pessoas “descoladas da realidade”.

Bolsonaro tem declarado, reiteradas vezes, ser favorável ao isolamento vertical, método que preserva apenas os grupos de risco, como os idosos, e libera o restante da população para sair às ruas. O chefe do Executivo municipal destacou a importância de seguir as recomendações dos organismos mundiais de saúde.

“Se sua mãe estiver doente, você liga para o Mandetta ou para o Bolsonaro?”, perguntou Kalil, de modo enfático.

O prefeito lembrou que o restabelecimento das atividades rotineiras deve ser feito aos poucos. “Eles estão achando que vão abrir o comércio, vai todo mundo às ruas e as lojas irão encher. O mundo mudou. O fim do isolamento tem que ser feito com cuidado, copiando quem sabe fazer”, disse.

Kalil comparou o número de mortes em todo o globo por causa do coronavírus às perdas que os Estados Unidos tiveram durante a Guerra do Vietnã. Os óbitos causados pela infecção passam dos 65 mil, enquanto quase 60 mil soldados estadunidenses morreram no confronto, que ocorreu entre 1955 e 1975.

“O mundo lá fora é outro. Não adianta abrir nada agora. Vamos ter que nos adequar. Vamos voltar, vagarosamente, a um novo mundo”, completou.

Restrições têm prazo indeterminado

Ainda nesta segunda, Kalil afirmou que as medidas restritivas vão durar o tempo necessário. Segundo ele, apenas os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde podem determinar o fim da quarentena. "Nós colocamos o plano em prazo indeterminado, para não ficar nessa bobagem de: 'decreta para lá, decreta para cá'. Eles (especialistas) é que estão no comando, eles é que decretarão o fim da pandemia".

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