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Estado de Minas

Lojistas recebem instruções para evitar a transmissão da Covid-19 em BH

O avanço da doença pode levar a queda de até 40% no setor de comércio e serviço, que movimenta cerca de R$ 1,7 bilhão por mês


postado em 18/03/2020 11:01 / atualizado em 18/03/2020 12:00

O presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, entrega material informativo aos lojistas(foto: Jair Amaral/EM/DA PRESS)
O presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, entrega material informativo aos lojistas (foto: Jair Amaral/EM/DA PRESS)
O comércio emprega cerca de 1 milhão de pessoas em Belo Horizonte. Na manhã de quarta (18), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) iniciou campanha de conscientização nos estabelecimentos no Centro da capital mineira. "Estamos ajudando a engrossar essa campanha de esclarecimento do comportamento das pessoas, através do comércio. Estamos entregando panfletos e cartazes para as lojas e para os funcionários, consumidores e clientes", afirma o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva.

 

Diante da possibildiade de queda de até 40% no setor do comércio e prestação de serviços, a entidade enviou ofício com sugestões para o presidente Jair Bolsonaro, para governador Romeu Zema e para o prefeito Alexandre Kalil.  "São sugestões para minizar os impactos negativos neste momento", informou. O setor movimenta cerca de R$ 1,7 bilhão por mês. "É um impacto grande. Essa movimentação tende a cair, mas ainda não tem como mensurar", diz

 

A orientação é para que os lojistas liberem os trabalhadores que estão no grupo de risco - pessoas com idade superior a 60 anos, portadores de doenças crônicas e com imunidade baixa - para que fiquem em casa. "Que o trabalhador possa ajudar o movimento da loja, mas em casa." Os lojistas também foram orientados a colocar álcool gel e lenço de papel nos estabelecimentos para o uso dos clientes. As máquinas de crédito e débito devem ser limpas com frequência.

 

Também há orientações para evitar o contato das pessoas, embora ainda não haja orientação para o fechamento em massa dos comércios.  "Devem evitar o contato próximo muito forte. Não deixar aglomerar pessoas dentro da loja. Se estiver vendo as pessoas entrando, pedir para esperar. Nesses momentos, essas ações são muito necessárias", reforçou.

 

A campanha conta com 100 pessoas para fazer a entrega de panfletos e cartazes em toda a capital. O presidente informa que são 31 centros comerciais em BH e um em Nova Lima, na divisa com a capital, e 5 mil estabelecimentos comerciais. "Não vamos entregar os panfletos um a um. Vamos deixar nos estabelecimentos comerciais os cartazes com essas dicas. Estamos vendo muita gente não acreditando na disseminação do vírus e essas dicas preventivas são fundamentais para que a gente tenha a população bem protegida", diz.

 

O presidente da CDL-BH, porém, não descarta a possibilidade de fechamento dos estabelecimentos comerciais diante do aumento da transmissão do Covid-19.  "Existe essa possibilidade se tiver aumento forte da contaminação. Estamos orientando: o comércio que tem condições de diminuir o horário de funcionamento, o faça", diz. Nos centros comerciais e shoppings, ele diz que haverá redução do horário de funcionamento. "Nesses locais, além dos consumidores que podem ir, temos muita gente trabalhando nesses ambientes."

A gerente do Centro Visão, Andreza Mendes, informou que está tomando todos os cuidados para evitar o avanço do Covid-19(foto: Jair Amaral/EM/DA PRESS)
A gerente do Centro Visão, Andreza Mendes, informou que está tomando todos os cuidados para evitar o avanço do Covid-19 (foto: Jair Amaral/EM/DA PRESS)

 

Redução atividade econômica

 

Outra preocupação em relação ao avanço do coronavírus é a redução das atividades econômicas.  "Toda a cadeia tem que contribuir. O lojista fechando a loja, deixando de ter receita, mas o proprietário de shoppings e que alugam imóveis também devem entender  que é um momento diferenciado e devem ajudar nesse pagamento, com um valor proporcional ou permitido o parcelamento desse aluguel nos meses que vão ser impactados", diz. 

 

A prestação de serviços e o comércio são das mais importantes fontes de geração de receita para a capital mineira. Há projeção de queda de até 40% nessa movimentação. "Neste momento, estamos vendo os bens de primeira necessidade muito procurados, um volume grande venda em supermercados, mercados e drogarias. Mas a gente está medindo isso ainda. Mas o impacto é forte, impacta toda a cadeia."Ele lembra que pode ter menor recolhimento de impostos, o que pode desencadear desemprego. 

 

O proprietário do tradicional Café Nice, na Praça Sete, Tadeu Caldeira está preocupado com o avanço da doença. "É preocupante. Está afetando todos nós. Temos que precaver", afirma. Ele colocou álcool em gel no balcão para o uso dos clientes. "Se todo mundo for fechar tem que fechar também", diz. A gerente do Centro Visão, Andreza Mendes, também está ampliando os cuidados para evitar o avanço.  "Estamos usando o álcool em gel. Os funcionários fazem a assepsia dos produtos, que a gente usa nas lojas", diz. Quando necessário, está sendo oferecido o atendimento do cliente em casa. 

 

 

 


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