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Estado de Minas

Tragédia de Brumadinho: polícia tenta identificar restos mortais levados hoje ao IML

Ainda não é possível afirmar que trata-se de uma nova vítima. Equipes estão usando método mais rápido de identificação, mantendo qualidade técnica


postado em 03/02/2020 23:03 / atualizado em 04/02/2020 20:19

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/.D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/.D.A Press)

 

A Polícia Civil trabalha para identificar novos restos morais encontrados sob a lama despejada pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, ocorrido em janeiro do ano passado na cidade da Grande BH. Os trabalhos são conduzidos pelo Instituto Médico-Legal (IML), localizado no Bairro Gameleira, Nordeste de BH.

 

A informação foi divulgada na noite de segunda-feira. Não se trata de um corpo. O caso representativo, termo usado pela polícia, é analisado por equipes da antropologia legal e odontologia-legal. O DNA foi coletado e as análises ocorrem simultaneamente. Os técnicos estão usando o método mais rápido de identificação, mas mantendo a qualidade técnica. 

 

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil informou que ainda não é prudente falar em uma nova identificação antes do resultado, pois o caso também pode se referir a alguma vítima já identificada. No entanto, caso os exames confirmem que se trata de uma outra pessoa, o número de desaparecidos pode cair para 10 e o de pessoas identificadas deve se elevar para 260. 


O Corpo de Bombeiros trabalha na área da tragédia desde o rompimento, em 25 de janeiro de 2019, ou seja, há mais de 370 dias. A corporação já varreu mais de 95% dos 275 mil hectares de lama despejada.


Todos os encontrados até aqui foram achados em profundidades de até 3 metros. Quando toda a região delimitada for vasculhada a 3 metros de profundidade, serão trabalhadas novas profundidades.


"Mesmo depois de remover e vasculhar os rejeitos, fazemos várias dobras (busca num mesmo material), até quatro vezes, para termos certeza de que não há segmentos de vítimas que podem ser enviados para serem identificados", afirmou o tenente-coronel Alysson Malta, comandante das operações da corporação em Brumadinho, em janeiro último.


Já trabalharam mais de 3.200 homens dos bombeiros, de diversos estados e de Israel, em cinco fases, que foram desde buscas na superfície ao uso de maquinário pesado. (Com informações de Mateus Parreiras. Colaborou Cristiane Silva)



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