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Estado de Minas

Buscas na Vila Bernadete, no Barreiro, usam método semelhante a Brumadinho

'Não tem como botar máquina nesse primeiro momento. O trabalho será com pá e balde', explica a major do Corpo de Bombeiros Stella Vieira


postado em 25/01/2020 11:39 / atualizado em 25/01/2020 12:01

O trabalho é delicado, porque o terreno é instável e há escoamento de água constante(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
O trabalho é delicado, porque o terreno é instável e há escoamento de água constante (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Treze bombeiros fazem as buscas pelas sete vítimas do desmoronamento de casas na Vila Bernadete, no Barreiro. Cinco casas foram atingidas pelo desastre. Eles usam tapumes para estabilizar o terreno, encharcado pela chuva recorde que cai sobre a capital mineira desde quinta-feira.

De acordo com a major Stella Vieira, a corporação chegou ao local às 22h de ontem, mas não foi possível iniciar as buscas pelo risco de novos deslizamentos e de choque.

Moradores estavam indignados pela demora no início do resgate das vítimas. O desmoronamento das casas ocorreu por volta das 21h desta sexta-feira, mas, desde a madrugada anterior, moradores ligaram para a Defesa Civil sobre o risco da área. O órgão público não atendeu.

Somente às 10h deste sábado, os bombeiros iniciaram o trabalho de buscas. Segundo a major, três militares ficaram durante a madrugada fazendo o isolamento da área. "À medida que o tempo vai passando é uma situação mais difícil, mas ainda há esperança", diz.

A previsão é de trabalho para o dia inteiro(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
A previsão é de trabalho para o dia inteiro (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
O trabalho é delicado, de acordo com a militar, porque o terreno é instável e há escoamento de água constante. "É um trabalho bem difícil. Braçal. Não tem como botar máquina nesse primeiro momento. O trabalho será com pá e balde", explica.

Os militares avistaram dois corpos em local de difícil acesso. A major diz que a estratégia de busca tem semelhança com a usada em Brumadinho, onde também foram usados tapumes para estabilizar a lama. "Estamos colocando tapumes e tentando traçar todas de segurança", afirma.

A previsão é de trabalho para o dia inteiro.

O capitão Leonard Farah trabalha nas buscas pelas vítimas no Barreiro. Ele esteve envolvido no trabalho de resgate em Brumadinho, exatamente um ano atrás. "A gente sempre trabalha com possibilidade de sobreviventes, principalmente nos quatro primeiros dias de uma ocorrência de maior magnitude. Porém, a gente fez as técnicas de chamado e escuta, para ver se conseguia ouvir alguma dessas pessoas que estã sob os escombros, mas infelizmente não obteve nenhuma resposta", detalha.

 

Números da chuva no Barreiro

- 7 vítimas
- 2 mortes confirmadas
- 5 imóveis atingidos
- 50 famílias removidas das casas
- 44 bombeiros envolvidos na operação
- 8 viaturas


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