
Um dia depois da manifestação da Guarda Municipal por reajuste salarial, o prefeito Alexandre Kalil determinou o aquartelamento de toda a corporação, por “razão de segurança”. Eles estão sem viatura e sem armamento.
A Polícia Militar (PM) está substituindo o efetivo. “Eles estão por ordem do prefeito aquartelados e com os veículos recolhidos. Isso foi uma determinação minha. Não tem ninguém de greve”, afirmou o chefe do Executivo, que convocou coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira.
“A guarda armada na rua é uma ameaça. Não posso admitir que homens armados marchem para um secretaria ou para a porta da prefeitura”, disse Kalil. Os guardas municipais, que fecharam a Praça Sete nesta quarta-feira, querem aumento de 20% do salário.
A proposta da prefeitura é de 7,2% para todas as categorias. “Não vou quebrar a prefeitura. Olha o que está acontecendo com a saúde no Rio de Janeiro, com atrasos de três meses. Se vai atendendo a todos, no final, fica todo mundo sem receber”, disse Kalil.
A PM está fazendo o policiamento dos locais que eram de responsabilidade da guarda. Uma reunião ocorrerá na segunda-feira para tratar sobre o assunto.
De acordo com Kalil, ele mandou suspender a compra de 780 pistolas do tipo “Glock” austríacas depois da manifestação. “Farda e arma é uma coisa muito perigosa”, disse.
