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Estado de Minas

Tatuador acusado de abusar de clientes será ouvido nesta quarta em BH

Segunda audiência de instrução do caso será realizada no início da tarde. Caso corre em segredo de Justiça


postado em 03/07/2019 09:06

Leandro Caldeira foi preso em Lagoa Santa em março(foto: Reprodução da internet/Instagram)
Leandro Caldeira foi preso em Lagoa Santa em março (foto: Reprodução da internet/Instagram)


Está marcada para as 13h30 desta quarta-feira a segunda audiência de instrução e julgamento sobre as acusações de abuso sexual envolvendo o tatuador Leandro Caldeira Alves Pereira, de 44 anos, que atuava na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O Fórum Lafayette confirmou que ele será ouvido hoje, mas não deu mais detalhes porque o caso corre em segredo de Justiça. Na primeira audiência, no fim do mês passado, vítimas e testemunhas prestaram depoimento. 

As denúncias começaram no início quando a ativista e professora de literatura Duda Salabert utilizou o Instagram para falar sobre sua preferência em tatuar com profissionais mulheres. Depois da publicação, recebeu diversas mensagens de mulheres relatando casos de abusos, entre eles, os casos da empresa da capital mineira.

As vítimas apontaram Leandro Caldeira como o autor dos crimes. O inquérito que investigou os possíveis abusos sexuais foi encerrado em abril pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. O homem, que trabalha em um estúdio na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi indiciado por violação sexual mediante fraude contra 19 mulheres.

O tatuador foi preso na casa de amigos em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Justiça já tinha decretado a prisão dele dias antes. Ele foi indiciado por violação sexual mediante fraude (estelionato sexual), previsto no artigo 215 do Código Penal.

Na fase de investigação, 19 vítimas prestaram depoimento. Dessas, duas eram menores de idade na época dos acontecimentos. Ao todo, há 40 denúncias contra o tatuador. O registro mais antigo é de 2008, mas a maioria dos casos ocorreu a partir de 2013. (Com informações de João Henrique do Vale)

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