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Estado de Minas

Vítimas são ouvidas em audiência de tatuador da Savassi acusado de abuso sexual

A audiência acontece na tarde desta quarta-feira no Fórum Lafayete. Testemunhas também são ouvidas. O caso corre em segredo de Justiça


postado em 26/06/2019 15:44

Leandro Caldeira está preso desde março deste ano (foto: Reprodução/Instagram)
Leandro Caldeira está preso desde março deste ano (foto: Reprodução/Instagram)

A primeira audiência de instrução do caso do tatuador Leandro Caldeira Alves Pereira, 44 anos, indiciado por violação sexual mediante fraude contra 19 mulheres, acontece nesta quarta-feira em Belo Horizonte. Prestam depoimento no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, vítimas e testemunhas.

A audiência teve início por volta das 13h30 na 3ª Vara Criminal. Como o caso corre em segredo de Justiça, a assessoria de imprensa do Fórum Lafayette não pôde repassar o número de pessoas que serão ouvidas. Também não foi informado se o acusado está no local e quando ele prestará depoimento.

As histórias de abusos vieram à tona no início deste ano depois que a ativista e professora de literatura Duda Salabert, que também foi candidata ao Senado nas últimas eleições, utilizou o Instagram para falar sobre sua preferência em tatuar com profissionais mulheres. Depois da publicação, recebeu diversas mensagens de mulheres relatando casos de abusos, entre eles, os casos da empresa da capital mineira.

As vítimas apontaram o tatuador Leandro Caldeira como o autor dos crimes. O inquérito que investigou os possíveis abusos sexuais foi encerrado em abril pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. O homem, que trabalha em um estúdio na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi indiciado por violação sexual mediante fraude contra 19 mulheres.

O tatuador foi preso na casa de amigos em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Justiça já tinha decretado a prisão dele dias antes. Ele foi indiciado por violação sexual mediante fraude (estelionato sexual), previsto no artigo 215 do Código Penal.

Na fase de investigação, 19 vítimas prestaram depoimento. Dessas, duas eram menores de idade na época dos acontecimentos. Ao todo, há 40 denúncias contra o tatuador. O registro mais antigo é de 2008, mas a maioria dos casos ocorreu a partir de 2013.

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