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Estado de Minas

Vale reduz nível de emergência em barragem de Nova Lima; retorno às casas será avaliado

Em fevereiro, 51 pessoas tiveram que sair de área de condomínios e vilas por conta de risco de rompimento e a BR-356 teve o fluxo de veículos alterado


postado em 05/06/2019 09:23 / atualizado em 05/06/2019 17:25

Vista de onde a Barragem de Vargem Grande está localizada(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 20/02/2019)
Vista de onde a Barragem de Vargem Grande está localizada (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 20/02/2019)


Moradores das comunidades evacuadas por risco de rompimento da barragem Vargem Grande em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte devem ser convocados para uma reunião que vai discutir o possível retorno aos imóveis. Isso porque a mineradora Vale anunciou, na manhã desta quarta-feira, que o nível de emergência da estrutura foi reduzido de 2 para 1. Além disso, o monitoramento do trecho da BR-356 que poderia ser atingido pelos rejeitos será suspenso.

A Barragem Vargem Grande entrou no nível 2 (anomalias não controladas) da escala de risco em 20 fevereiro, quando a Vale acionou o Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM) da represa. A mineradora justifica a ação com a “falta de parâmetros para avaliação de deformações apontadas no sistema de monitoramento por inclinômetros”. Desde então, a mineradora retirou 51 pessoas do condomínio Solar da Lagoa e das vilas "A" e Codornas da empresa AngloGold Ashanti.

A Vale listou as medidas tomadas para que o risco fosse reduzido. “A mudança no status é fruto de uma série de melhorias que a Vale vem implantando na estrutura desde janeiro deste ano, como o rebaixamento do nível de água do reservatório; limpeza dos canais de drenagem e estudos de sensibilidade junto à empresa auditora para avaliação do impacto do rebaixamento do nível d'água na estabilidade da barragem”, informou a mineradora por meio de nota à imprensa divulgada hoje. “Foi feita ainda uma detalhada avaliação técnica das deformações apresentadas no sistema de monitoramento por inclinômetros (instrumentos instalados em furos de sondagem para medição de deformações). A expectativa é de que, com a continuidade dessas ações, a estrutura seja totalmente retirada da condição de alerta”, pontua. 

Em caso de rompimento da barragem, de acordo com os mapas da mineradora, a mancha de rejeitos cairia ao lado da BR-356, na Lagoa das Codornas e seguiria encaixada por esse vale na direção dos condomínios de Nova Lima. Depois entraria perto do Capitão do Mato, Condomínio Miguelão e desembocaria no Rio do Peixe. Por último, chegaria ao Rio das Velhas, responsável por boa parte do abastecimento da capital. “A Vale comunicou a Defesa Civil sobre a mudança do nível de alerta e uma reunião com os moradores da ZAS (Zona de Auto Salvamento) será marcada para que seja feita uma avaliação do retorno para as casas”, completou a mineradora. 

Em 21 de fevereiro, o trecho da BR-356 entre Nova Lima e Itabirito passou a operar em esquema de siga-e-pare devido as condições da barragem. Somente em 16 de abril o fluxo de veículos do km 37 ao km 40 foi totalmente liberado, mas o monitoramento na rodovia continuava. Conforme a Vale, com a mudança no status da barragem, o trecho da rodovia não precisará mais da operação assistida. 

Macacos

Enquanto moradores de condomínios de Nova Lima já podem pensar em voltar para suas casas, a população de Macacos, distrito do município, segue longe de suas residências há quase quatro meses

Isso porque, em 17 de fevereiro,  a Vale aumentou para 2 o nível de alerta  de rompimento da barragem B3/B4 da Mina Mar Azul. A elevação já caracteriza a necessidade de evacuação de áreas próximas à barragem. Posteriormente, em 27 de março, a mineradora elevou ainda mais o nível de rompimento da barragem, que atualmente está em nível máximo de alerta. 


*Estagiário sob supervisão 

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