Publicidade

Estado de Minas

Jovem que morreu no carnaval de BH tinha consumido droga antes de briga

Polícia concluiu que causa da morte não foi a agressão sofrida. Caso ocorreu no Bairro Castelo, na Região da Pampulha


postado em 08/05/2019 19:23 / atualizado em 08/05/2019 19:32

Crime ocorreu na Rua Doutor Sylvio Menicucci no início da noite deste domingo(foto: Reprodução da internet/Google Maps)
Crime ocorreu na Rua Doutor Sylvio Menicucci no início da noite deste domingo (foto: Reprodução da internet/Google Maps)

A Polícia Civil apresentou, nesta quarta-feira, a conclusão da investigação sobre a morte de Marcos Thiago Muniz de Faria, de 18 anos, que morreu no Bairro Castelo, na Região da Pampulha, durante o carnaval de Belo Horizonte deste ano. 


Na época, a suspeita era de que Marcos teria se envolvido em uma briga com um outro jovem, de 24 anos. O mais velho teria vomitado próximo à namorada de Marcos, respingando nos cabelos dela. A partir daí, os dois homens começaram a brigar.

Conforme relatos de testemunhas, os dois teriam trocado socos, até que Marcos deu um golpe no adversário, agarrando-lhe pelo pescoço. Os dois caíram no chão e, ainda segundo terceiros, Marcos foi atingido com socos na cabeça. 

No entanto, o laudo da perícia da Polícia Civil não encontrou nenhum ferimento na cabeça, pescoço ou costas de Marcos. Foi encontrada apenas uma ferida no supercílio esquerdo. Essas informações também foram relatadas pelo médico que prestou os primeiros-socorros à Marcos.

Exame Toxicológico

Após exames, foi atestado que  o jovem  teria consumido maconha e tricloroetileno (composto químico comumente utilizado para potencializar os efeitos do entorpecente conhecido popularmente como Lolo ou Lança Perfume). 

Tal informação foi confirmada por uma testemunha, que contou à Polícia que Marcos fez uso de drogas na noite anterior, assim como no dia do fato investigado.

De acordo com os investigadores, antes da briga o jovem teria, inclusive, informado à namorada que não estava se sentindo bem, o que poderia já ser o início do colapso cardíaco, posteriormente agravado pelo estresse.

Segundo explica o Delegado César Matoso, responsável pelo inquérito policial, “a lesão causada na região orbital jamais poderia ter sido causa do resultado morte por hemorragia e edema pulmonar, não sendo, por conseguinte, a morte resultante dessa violência ou desdobramento natural dessa violência”.

Sendo assim, o homem de 24 anos irá responder apenas por lesão corporal em razão da agressão contra Marcos.

*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa


Publicidade