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Estado de Minas

Guarda Municipal cria divisão para postos de saúde de Belo Horizonte

Ocorrências em postos de saúde são uma reclamação recorrente de funcionários e usuários


postado em 20/03/2019 06:00 / atualizado em 20/03/2019 07:28

Equipe voltada para segurança em unidades terá 80 agentes e 40 motos (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Equipe voltada para segurança em unidades terá 80 agentes e 40 motos (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)


Postos de saúde de Belo Horizonte vão contar com um grupo especial da Guarda Municipal para tentar frear os frequentes casos de ameaças, pertubação do sossego e furtos. A ação, que começou ontem, conta com uma equipe de 80 agentes, com 40 motos, com atuação voltada exclusivamente para as 157 unidades de saúde da capital mineira. O patrulhamento será feito durante o dia e equipamentos de vigilâncias serão usados durante a noite. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) comemora a medida, mas cobra o retorno dos porteiros e mais investimento.

Ocorrências em postos de saúde são uma reclamação recorrente de funcionários e usuários. “Muitos casos de ameaças, pequenos furtos e até agressões a funcionários de saúde haviam sido relatados. A presença da guarda vem trazer mais tranquilidade aos atendimentos”, disse o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado. Segundo dados da Guarda Municipal, só este ano foram 29 ocorrências em unidades de pronto-atendimento e 71 em centros de saúde, um centena em menos de três meses do ano. Em 2018, o total foram 475 e, no ano anterior, 606.

“O que a gente apresenta para a cidade é uma resposta nova para um problema antigo. Isso não impede que novos fatos aconteçam, mas teremos mais condição de respondê-los”, disse o comandante da Guarda Municipal, Rodrigo Prates. As equipes em motocicletas estarão nas nove regionais da capital mineira. O prefeito Alexandre Kalil (PHS), que era contra a retirada de guardas das ruas para os postos, disse que, agora, a medida poderá ser implantada: “Com o incremento de 500 homens da Guarda, com a inteligência da Secretaria de Saúde com a Secretaria de Segurança, isso agora se torna possível”, afirmou. “A lógica da parte da noite permanece a mesma: faremos o patrulhamento preventivo nas imediações e o monitoramento eletrônico. A principal tarefa é trazer segurança ao funcionamento e para os usuários”, acrescentou o representante da corporação.

A medida adotada ontem, porém, não interfere em horários vulneráveis e ocorrências que acabam repercutindo no atendimento. Em 7 de fevereiro, por exemplo, o Centro de Saúde Tirol, no Barreiro, foi arrombado durante a madrugada e teve o padrão de energia levado. Na data, vacinação e consultas ficaram suspensas e o atendimento ao público só foi feito para casos de urgência. No fim de janeiro, outro posto foi arrombado por ladrões durante a noite. O crime foi descoberto por volta das 7h30, quando os funcionários chegaram para trabalhar.

Na ocasião, por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o atendimento foi prejudicado e que foram levadas parte da fiação externa e uma torneira. “A área interna não foi invadida. Durante o dia, o serviço foi prestado de forma parcial, com atendimento aos casos de pacientes agudos. A equipe de manutenção da Secretaria Municipal de Saúde está no local para restabelecer a energia”.

O Sindibel informou que acompanha os frequentes ataques aos equipamentos de saúde da capital. “Nesse sentido, a entidade reconhece que o Patrulha SUS é um avanço contra a violência nos equipamentos de saúde da cidade, mas, reafirma que defende veementemente o retorno dos porteiros aos centros de saúde e maiores investimentos na área”, afirmou a entidade, em nota. 

CONCURSO
A Prefeitura de BH abriu 500 vagas para a Guarda Municipal, 400 para homens e 100 para mulheres. Ao anunciar o concurso, o prefeito Alexandre Kalil comentou o aumento do efetivo feminino: “20% de mulheres, que são tão efetivas quanto os homens”. As inscrições devem ser realizadas pelo site da banca de 15 de abril a 14 de maio.

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