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Estado de Minas

Após recapeamento da Mário Werneck, PBH promete consertar ruas do entorno

Reabertura da via demorou mais que o dobro do tempo previsto. Prefeitura de Belo Horizonte promete reparo de vias que receberam a sobrecarga do tráfego desviado


postado em 17/07/2018 06:00 / atualizado em 17/07/2018 11:50

As ruas Professor Euclydes Ferreira, já na lista do recapeamento, e Paulo Surette estão entre as que se deterioraram ao receber fluxo dos veículos desviados da avenida (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
As ruas Professor Euclydes Ferreira, já na lista do recapeamento, e Paulo Surette estão entre as que se deterioraram ao receber fluxo dos veículos desviados da avenida (foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)

Foram necessários mais de 100 dias de obras, mais do que o dobro do previsto inicialmente, para que o trânsito fosse reaberto de forma completa na Avenida Professor Mário Werneck, principal via do Bairro Buritis, Oeste de Belo Horizonte. Iniciado em 2 de abril, o recapeamento da avenida era uma demanda antiga da população local e teve previsão inicial de 40 dias, reajustados para 60, que se estenderam até exatos 102 dias. A população comemorou a reabertura, mas, se por um lado, a volta do fluxo de veículos ao trajeto normal na avenida que corta o bairro representou alívio, por outro, ainda é necessário atuar em outras vias que absorveram o fluxo pesado da Mário Werneck e por isso acabaram se deteriorando. A Prefeitura de BH informou que vai fazer outros recapeamentos, o que mantém as máquinas no bairro por mais alguns dias.

No início da manhã de sexta-feira, um agente da BHTrans retirou a placa que fechava a Mário Werneck na esquina com a Rua Cônsul Walter e o tráfego foi liberado. Durante mais de três meses aquele foi o ponto final da avenida para quem seguia no sentido Anel Rodoviário, direcionando todo o fluxo da principal avenida do Buritis para ruas internas do bairro. O fechamento foi necessário para fazer o recapeamento com reconstituição de todo o material do solo na região do Parque Aggeo Pio Sobrinho, trecho que apresentava problemas crônicos de deterioração do asfalto, a ponto de aumentar o risco de acidentes. O taxista Kennedy Charles, de 26 anos, comemorou a reabertura. “Para nós que somos taxistas vai melhorar demais, porque o ponto foi deslocado para uma rua de menor circulação e o movimento caiu demais. Pelo que vimos da obra, agora parece que vai resolver o problema”, disse ele. Sobre a demora para terminar todas as intervenções, Kennedy comentou que a parte final foi o pior estágio. “No início, o serviço deles rendeu demais. Mas no fim teve muita demora”, afirma. 


A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura dividiu os trabalhos em duas etapas, fazendo primeiro o sentido bairro e depois a direção Centro. Para as duas fases, o desvio usado foi o mesmo, sempre jogando o trânsito de acesso ao bairro para as vias internas e mantendo o tráfego de saída na própria Mário Werneck, em metade da avenida. O primeiro prazo informado pela prefeitura à reportagem dava conta de 40 dias de obras, que foi reajustado para 60 e terminou com 102, de 2 de abril a 13 de julho. Algumas questões complicaram o andamento das obras, como interferências das redes de gás, fibra óptica, esgoto e fiação dos semáforos. “As ligações clandestinas de esgoto, assim como a falta de colaboração de alguns moradores, que despejavam água nos locais escavados pelas redes de água pluvial, também prejudicaram o andamento”, informou, em nota, a pasta que cuida das obras em BH. Outro fator que também interferiu no tempo decorrido foi a greve dos caminhoneiros, por conta do atraso no fornecimento de materiais. 

(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)


MAIS RECAPEAMENTOS
Com a necessidade de fechar a Mário Werneck para recuperar o asfalto da avenida, vias internas do bairro acabaram absorvendo o fluxo e por isso ficaram deterioradas. “Temos muitas ruas esburacadas. Agora é a hora do recapeamento chegar até elas”, diz Braulio Lara, presidente da Associação dos Moradores do Bairro Buritis (ABB). Braulio recebeu da prefeitura a informação de que duas ruas serão recapeadas a partir de agora: Eli Seabra Filho e Professor Euclydes Ferreira. A prefeitura também forneceu a mesma informação à reportagem e destacou outros recapeamentos que já foram feitos em locais que serviram de desvio, como as ruas Tereza Mota Valadares, Vereador Washington Valfrido e Rubem Bernardo. Porém, Lara destacou que outros lugares precisam de atuação. “A Rua Cônsul Valter, por exemplo, tem um trecho esburacado de 50 metros que serviu de desvio. Outro lugar que precisa de intervenção é a Rua Paulo Surette, que recebeu o desvio por um período da obra”, afirma. Em nota, a Secretaria de Obras informou que todas as ruas que serviram de desvio durante as intervenções serão recapeadas ou receberão serviço de tapa-buraco.

De todas as vias citadas, uma das que estão em pior estado de conservação é a Euclydes Ferreira, onde o desgaste do

asfalto espalhou trincas por praticamente toda a extensão. Nesse ponto, cavaletes com placas de proibido estacionar já indicam que o local receberá obras em breve. O empresário Alex Amorim, de 39, espera que a situação melhore. “Aqui sempre tivemos problemas e nunca houve uma obra completa. Sempre foi só paliativo e por isso ficou desse jeito”, afirma. O motorista de aplicativo Thiago Sampaio, de 36, acrescenta que o tempo de degradação é muito rápido. “Eles arrumam e (a via) estraga de novo em menos de uma semana. Os ônibus do Move que passam por aqui são muito pesados e por isso tem que ser feito um bom recapeamento”, afirma. A BHTrans informou que as condições anteriores às obras serão retomadas, com o retorno de mão dupla em ruas como Tereza Mota Valadares e Vereador Washington Valfrido.

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