Publicidade

Estado de Minas

Obras na Av. Mário Werneck deixam trânsito intenso em ruas do Bairro Buritis

Avenida Mário Werneck passa por obras de recapeamento. Trânsito pode ficar fechado por 40 dias


postado em 05/04/2018 06:00 / atualizado em 05/04/2018 07:32

Trânsito na Rua Tereza Mota Valadares, um dos desvios da Avenida Mário Werneck(foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
Trânsito na Rua Tereza Mota Valadares, um dos desvios da Avenida Mário Werneck (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
 

Depois do início das obras de recapeamento no trecho mais crítico da Avenida Professor Mário Werneck, no Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte, nas imediações do Parque Municipal Aggeo Pio Sobrinho, a possibilidade de 40 dias de fechamento do trânsito da via preocupa a população local. Isso porque o atual esquema de desvio que foi montado pela BHTrans, jogando o tráfego para as ruas Cônsul Valter, Tereza Mota Valadares e Vereador Washington Walfrido, vai durar por todo esse tempo, mesmo quando as obras passarem para o sentido Centro – hoje as intervenções estão no sentido Anel Rodoviário da via. Nos dois primeiros dias de funcionamento do desvio, moradores sofreram com as filas pelas ruas secundárias, mas houve refresco no pico da manhã ontem. À tarde, os transtornos voltaram a aparecer.


O contador Thiago Lara, de 29 anos, conta que na terça-feira, primeiro dia do desvio, ele gastou mais de 20 minutos para ir do Buritis para o Estrela Dalva, que fica a menos de cinco minutos em condições normais. Um dia antes, na segunda, a fila na Rua Tereza Mota Valadares se estendeu por quase toda a extensão do desvio. “O impacto é muito grande para quem mora no bairro. Talvez se não tivesse deixado a avenida chegar nesse ponto de deterioração não fosse necessário uma intervenção que precisasse fechar o trânsito.”


Já a veterinária Maira Lage, de 33, teve a perspectiva que o tráfego estava fluindo a partir do desvio montado pela BHTrans. “Com certeza ficou bem mais movimentado, mas o bairro precisava dessa obra”, afirma. O também contador Flayterp Andrade, de 30, acredita que o que dificulta a situação do Buritis é a quantidade de veículos no bairro. “Muitos apartamentos não têm menos de dois carros na garagem, então, quando precisa fazer uma obra desse porte, o impacto é inevitável”, afirma.


Muitas pessoas se preocupam com o prazo informado pela BHTrans e pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura para conclusão dos trabalhos, avaliados em R$ 1,2 milhão. Enquanto a primeira fala em 40 dias, a segunda estima o término no mês que vem. Isso porque as condições do tempo influenciam o andamento das obras. Ontem, pouco se observou de diferença em relação aos últimos dois dias. Os operários começaram a remover o asfalto em um dos pontos da avenida que será reconstruído, mas ainda não evoluíram para uma extensão maior.


O presidente da Associação do Bairro Buritis (ABB), Bráulio Lara, diz que o desvio implantado inicialmente pela BHTrans teve alguns problemas, mas ele avalia que a empresa fez modificações que melhoraram a situação. Uma delas é a liberação da passagem dos carros pela Rua Paulo Surette, que é uma via não implantada 100%, mas que está recebendo os carros pequenos. Os veículos pesados não estão autorizados a passar nesse ponto e diminuiu o impacto. Porém, quando as obras avançarem, todo o tráfego terá que se submeter ao mesmo semáforo para voltar à Mário Werneck, o que tende a dificultar a situação.


O desvio vai se manter, inclusive, no momento em que as obras passarem para o sentido Centro. Assim que a parte em direção ao Anel Rodoviário estiver pronta, a avenida vai receber o tráfego pela contramão, mantendo o fluxo por dentro do bairro para quem precisa se deslocar na Mário Werneck em direção ao Anel Rodoviário.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade