Publicidade

Estado de Minas

Confirmada a primeira morte de paciente com febre maculosa este ano em BH

Além do caso com registro de óbito, há oito suspeitas em investigação e um "inconclusivo" , segundo informo a Secretaria Municipal de Saúde. Órgão diz que local provável de contaminação não foi em BH


postado em 21/06/2018 20:52 / atualizado em 21/06/2018 22:39

Entre os hospedeiros do carrapato estrela, estão animais silvestres, como a capivara (foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)
Entre os hospedeiros do carrapato estrela, estão animais silvestres, como a capivara (foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)
Belo Horizonte registrou a primeira morte por febre maculosa no ano, informou a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), por meio de nota divulgada nesta quinta-feira. Embora o órgão não dê detalhes sobre lugares por onde a vítima circulou ou reside, o comunicado informa que o local provável de infecção não foi a capital mineira.

Há oito notificações em investigação, além de um caso considerado inconclusivo, aguardando resultados de exame sorológico da Fundação Ezequiel Dias ou coleta de nova amostra. A secretaria não detalhou se houve óbitos entre esses pacientes. Em 2017, foram quatro ocorrências, com três óbitos, e em 2016 dois pacientes infectados, dos quais um não resistiu.

A doença é transmitida pelo carrapato-estrela, que tem entre seus hospedeiros equinos e animais silvestres, como a capivara, roedor que é visto circulando no entorno da Lagoa da Pampulha, um dos cartões-postais de Belo Horizonte.

Segundo a nota da SMSA, a prefeitura desenvolve permanentemente ações de educação, prevenção e monitoramento para evitar contato de pessoas com o carrapato. Já a secretaria realiza, três vezes ao ano, ações de vigilância acarológica no Parque (Ecológico) José Lins do Rego, na Pampulha, como forma de prevenção contra a febre maculosa – nos meses de abril, agosto e novembro.

Em 20 de outubro do ano passado, Aristeu de Souza Lima, de 42 anos, morador de Contagem, morreu em decorrência da doença, depois que visitou o parque da Pampulha. Em 2017, houve no estado o maior número de casos de maculosa já registrado, com 25 pacientes contaminados e 15 óbitos. Até então, 2008 se apontado como o ano crítico, com 20 pessoas infectadas pela febre e 10 mortes.

Em 2 de setembro de 2016, morreu o estudante Thales Martins Cruz, de 10, lobinho de um grupo de escoteiros, diagnosticado com a febre maculosa. Ele teve contato com o carrapato-estrela, transmissor da doença, em visita no parque ecológico da Pampulha.

Neste ano, já foram registrados em Minas Gerais sete casos de febre maculosa, sendo que dois pacientes morreram. Em 2017, foram 34 confirmações e 18 óbitos. O período seco, compreendido entre junho e novembro, é quando ocorre o maior número de casos da enfermidade. Por causa disso, alguns cuidados devem ser tomados.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), pessoas que estiverem em áreas favoráveis à presença de carrapatos devem fazer inspeções no corpo em intervalos curtos de tempo. A medida é importante, pois quanto antes os parasitas forem identificados e retirados, menor a chance de transmissão da doença.

Os sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, mal-estar, náuseas e vômitos. Em alguns casos pode ocorrer erupção cutânea, frequentemente com pele escurecida ou incrustada no local da picada do carrapato. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade