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Estado de Minas

Suspeita de morte por febre maculosa deixa em alerta a Pampulha, em Belo Horizonte

Uma criança que mora e estuda na região morreu na quinta-feira com sintomas das doença. Inicialmente, achou-se que se tratava de meningite, o que foi descartado, segundo a direção da escola


postado em 15/06/2018 20:27 / atualizado em 15/06/2018 22:38

As capivaras são hospedeiras do carrapato estrela, que transmite a febre maculosa(foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)
As capivaras são hospedeiras do carrapato estrela, que transmite a febre maculosa (foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)
A morte de um menino de 5 anos, aluno de uma escola privada na Pampulha, em Belo Horizonte, onde também morava, acendeu a luz de alerta para o risco de contaminação na região pela febre maculosa, transmitida pelo carrapato-estrela. Nos últimos dois anos, ocorreram dois óbitos de pessoas - uma criança e um adulto - que dias antes da contaminação pela doença foram picadas por carrapatos durante visitas no Parque Ecológico José Lins do Rego, na Pampulha.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), por meio de nota, informou nesta sexta-feira que não divulga diagnósticos individuais. Disse ainda que já havia tomado todas as medidas necessárias, desde que na quinta-feira foi notificada da morte do estudante.

De acordo com informações de conhecidos da família, o menino apresentou inicialmente sintomas que levaram à suspeita de meningococemia (meningite), o que deixou em alerta a direção da escola em que ele estudava no 3º ano da educação infantil.

Nesta sexta-feira, a instituição publicou nota de pesar pela morte da criança em sua página no Facebook. E, em circular para os pais, a direção escolar disse que, segundo informações de órgãos de saúde pública, a contaminação por meningite foi descartada. Mas a nota não fala sobre febre maculosa.

Abalados com a morte prematura de seu filho, os pais preferiram se afastar da imprensa, já que o laudo de exames confirmando se o óbito foi pela febre só deve ser concluído no fim da próxima semana. Sabe-se que a criança mora na Pampulha, mas não há informações de que tenha frequentado o parque ecológico.

Em 20 de outubro do ano passado, morreu o morador de Contagem Aristeu de Souza Lima, de 42, que visitou o parque da Pampulha antes de manifestar os sintomas. Em 2017, teve-se no estado o maior número de casos da doença já registrado, 25 pacientes contaminados, com 15 óbitos. Até então, 2008 se apresentava como o ano crítico, com 20 pessoas infectadas pela febre, com 10 mortes.

Em 2 de setembro de 2016, morreu o estudante Thales Martins Cruz, de 10, lobinho de um grupo de escoteiros. A  febre maculosa foi confirmada depois de sua morte. Ele teve contato com o carrapato estrela, transmissor da doença, em visita no Parque Ecológico. Diante do caso, a área de lazer chegou a ser fechada para visitação e as discussões sobre a presença de capivaras no entorno da Lagoa da Pampulha, já que o animal é um dos principais hospedeiros do parasita, voltaram a fervilhar, exigindo o manejo dos roedores.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) não confirma nenhuma investigação de caso de óbito por febre maculosa no estado. O órgão apenas admite que está apurando os casos de dois alunos, adolescentes, de uma escola pública de Betim, na Grande BH, que apresentram sintomas da doença depois de participarem de uma excursão à Serra do Cipó, na Região Central de Minas. Os estudantes estão internados em observação.

 

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