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Estado de Minas

Medo do zika pode reduzir taxa de natalidade em 2016, diz portal voltado para gestantes

Em pesquisa realizada via web, 38% das mulheres que pretendiam ter filhos este ano afirmaram que desistiram de engravidar no momento; em Minas, foram registrados, até o momento, 61 casos de grávidas com zika


postado em 16/03/2016 19:38 / atualizado em 16/03/2016 21:19

(foto: João Carlos Lacerda/Divulgação Fundação Altino Ventura)
(foto: João Carlos Lacerda/Divulgação Fundação Altino Ventura)

O medo da infecção por zika vírus durante a gestação, apontada como possível causa de microcefalia em bebês, pode reduzir a taxa de natalidade no país. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também é o responsável pela dengue e chikungunya, o zika assusta e pode diminuir o número de mulheres dispostas a engravidar no Brasil este ano, de acordo com uma pesquisa feita pelo portal Trocando Fraldas.

Cerca de 1.440 mulheres responderam a um questionário com 7 a 14 perguntas disponibilizadas pelo portal sobre maternidade e fertilidade, entre os dias 2 e 6 de março de 2016. O objetivo é investigar como a doença pode influenciar no planejamento familiar.

Entre aquelas que não estão grávidas, mas que pretendiam ter filhos por agora, 38% disseram que adiaram as tentativas devido ao zika vírus e à microcefalia. E outras 43% já pensam seriamente em suspender as tentativas. Muitas só não o fizeram porque tentam desesperadamente engravidar há muito tempo. Somando todos os grupos de mulheres que pretendem  ter filhos, até 49%, segundo o portal, podem optar por não engravidar agora, caso a expansão da microcefalia não seja contida.

A pesquisa também ouviu mulheres que já estão grávidas e perguntou se "teriam engravidado se tivessem sabido do risco da microcefalia antes". Destas, 38% disseram que teriam adiado as tentativas por medo de contrair o zika vírus. Outras 35,8% ficaram na dúvida e responderam que "talvez não". Somente 26,2% das gestantes teriam engravidado de qualquer forma. 

 

BALANÇO Em relação ao zika vírus, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas Gerais confirmou as primeiras contaminações em pessoas que não estavam no chamado grupo de risco, formado por grávidas ou pacientes que se encaixavam no protocolo de avaliação de microcefalia. Segundo o último balanço da SES, divulgado esta semana, 10 moradores de Minas Gerais contraíram a doença. Na semana passada, não havia nenhuma confirmação. Outras 3.009 notificações ainda são investigadas. Segundo a SES, a tendência é de que haja um aumento no número de casos confirmados da doença, devido a exames que ainda aguardam resultado na Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Houve alta também no número de gestantes contaminadas. Foram confirmados 14 novos casos, fazendo o total saltar de 47 para 61 em sete dias. Outras 220 notificações ainda estão sendo investigadas. Belo Horizonte e Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, são os municípios com o maior número de casos no estado (oito cada). Em seguida, vêm Coronel Fabriciano e Ipatinga (seis cada). Em relação aos casos do protocolo de monitoramento da microcefalia, 71 notificações seguem sendo investigadas, com uma confirmação – um caso de aborto espontâneo em Sete Lagoas.

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