Os policiais federais, em greve desde de 13 de agosto, voltaram a atender todos os pedidos de passaporte em Belo Horizonte. Há mais de um mês, os documentos só eram emitidos em caso de urgência. Mesmo com o retorno, as pessoas que fizerem o pedido a partir desta quinta-feira irão enfrentar atrasos devido ao acumulo de solicitações pendentes durante a paralisação. Hoje, agentes, escrivães e papiloscopistas, fazem um passeata até o Ministério Público Federal (MPF) para entregar um documento ao órgão.
Dando continuidade a greve, agentes, Escrivães e Papiloscopistas se reúnem na Praça da Liberdade e vão seguir em passeata até o MPF onde irão entregar um documento para pedir auxílio ao órgão. “Vamos relatar o absurdo no aeroporto onde apenas quatro agentes ficam de plantão. Também vamos mostrar que as delegacias não têm policiais suficientes para tocar as investigações. Vamos pedir a intervenção do MPF nessas questões”, afirma Renato Deslandes.
Um levantamento feito pelo Sinpef apontou que apenas uma pequena parcela dos criminosos presos pela PF são denunciados. Segundo os dados, no ano passado foram instaurados 1.872 e apenas 2,3% resultaram em denúncias. “No documento que vamos entregar aos MPF queremos mostrar que a nossa corporação está entregue as moscas, sem estrutura material e humana”, reclama Deslandes.
Atualmente os agentes, escrivães e papiloscopistas recebem salário inicial de R$ 7,2 mil, piso para quem possui apenas o Ensino Médio. Eles querem a equiparação salarial para os policias que possuem o terceiro grau completo, que é de R$ 12 mil.
