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Estado de Minas

Médicos temem desativação da pediatria do Risoleta Neves


postado em 25/05/2011 06:00 / atualizado em 25/05/2011 06:25

Pelos corredores do Hospital Risoleta Tolentino Neves, a incerteza da municipalização tem deixado especialistas preocupados. Com receio de que, com a mudança, haja prejuízos para a pediatria, um dos setores mais frágeis dos hospitais, médicos da unidade estão se unindo para traçar estratégias para que o setor não sofra impacto com a alteração.

Segundo conta a pediatra Daniela Almeida Leal Portela, a preocupação é geral. “Já estamos com o quadro de pediatras reduzido. O hospital não tem orçamento. Estamos vivendo uma sobrecarga no serviço e já sabemos que, ao passar para as mãos da PBH, a pediatria vai reduzir ainda mais. Há um ano, contávamos com 24 pediatras na equipe, hoje são 14. Muitos têm saído, por causa da sobrecarga no serviço. Por causa disso, com a verba curta, por quatro dias da semana a unidade fica sem o especialista”, conta, dizendo que o grande problema não é a quantidade do atendimento, mas, sim, a gravidade dos casos. “Aqui é referência para urgência e emergência de Belo Horizonte e grande BH, temos casos de crianças que, se demorarem para serem atendidas, podem morrer”, denuncia, dizendo que procurou a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) mas não teve retorno sobre o assunto.

Reconhecendo que o hospital está sobrecarregado , o diretor-geral do Risoleta Neves, Ricardo Figueiredo, afirma que a redução do quadro de pediatras é uma crise nacional e, no hospital, foi devido à demanda da unidade. “Somos referência para a urgência e emergência, e, como tal, os atendimentos estão sobrecarregados, assim como em outros locais com essa especialidade na cidade. A municipalização não vai reduzir o setor”, garante. Francisco Tavares, assessor de Gestão de Estratégia da Secretaria de Estado de Saúde (SES), assegura que não haverá cortes nos serviços. “A prova concreta de que isso não ocorrerá é que estamos aumentando os recursos para o hospital.”


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