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Estado de Minas MAIS EMPREGO

Mulheres vítimas de violência doméstica agora têm banco de empregos em MG

Projeto da deputada Ana Paula Siqueira (Rede) tem como objetivo impedir que pressão financeira impeça denúncias das vítimas desse tipo de crime


01/12/2021 11:05 - atualizado 01/12/2021 12:02

Ver galeria . 8 Fotos Projeto da deputada Ana Paula Siqueira (Rede) tem como objetivo impedir que pressão financeira impeça denúncias das vítimas desse tipo de crime. Na foto, Zema assina documento que oficializa o
Projeto da deputada Ana Paula Siqueira (Rede) tem como objetivo impedir que pressão financeira impeça denúncias das vítimas desse tipo de crime. Na foto, Zema assina documento que oficializa o "A Vez Delas" (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press )
O projeto 'A Vez Delas', que cria um banco de empregos para mulheres vítimas de violência doméstica, foi lançado pelo Governo de Minas nesta quarta (1°/12).

A iniciativa nasceu de um Projeto de Lei da deputada Ana Paula Siqueira (Rede). Para ela, o objetivo é impedir que a pressão financeira dos criminosos sobre as vítimas diminua, uma vez que esse tipo de crime, geralmente, acontece contra a mulher que depende economicamente do agressor.
 
"O projeto surgiu de uma escuta de diversos grupos femininos. Nesses encontros, em 2019, a gente identificou que a dependência financeira é um dos principais motivos que mantém as mulheres no ciclo de violência, falta de oportunidades", diz a deputada.
 
Evento de assinatura do projeto 'A Vez Delas'
Evento de assinatura do projeto 'A Vez Delas' ocorreu nesta quarta-feira (1/12) (foto: Jair Amaral/EM/D.A. Press)
 

O governador Romeu Zema (Novo) esteve presente no evento. A agenda aconteceu na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), na Avenida João Pinheiro, Centro-Sul da capital mineira.

Zema ressaltou que seu governo se preocupa com o social, apesar de ser taxado do contrário, conforme as palavras do próprio governador.
 
"Esse programa visa a criação de caminhos para essa independência (financeira), que é fundamental para que as mulheres vítimas desse ato abominável possam ter oportunidades. Apesar de sermos considerado um governo que não prioriza o social, estamos sim fazendo passos grandes nessa área", afirmou o chefe do Executivo estadual.  

Ele disse, ainda, que projetos como o banco de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica dependem de equilíbrio fiscal. "Você não consegue fazer o social sem ter o caixa equilibrado. Social rima com uma gestão responsável", disse.
 

Empresas interessadas 


O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza, ressaltou que já houve um café da manhã com empresas para garantir o abastecimento do projeto com vagas de emprego.
 
Entre as marcas parceiras estão Hermes Pardini, Multimarcas Consórcios, Drogaria Araújo, Una, Supermercados BH, O Boticário, Ortobom, Shopping Cidade etc. A expectativa é de criar um selo de reconhecimento para as empresas que aderirem ao banco de empregos.

"Esse é o momento de dar visibilidade a esse banco. A violência contra a mulher não é interrompida por dois fatores: o medo do agressor e a pressão econômica", afirmou a Secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá e Mello.

Como vai funcionar? 


O banco de empregos será uma plataforma on-line, integrada ao site da Sedese, que funcionará como uma interface entre o empregador e as vítimas de violência. A partir dele, entrevistas poderão ser marcadas e currículos cadastrados.

A Secretária Elizabeth Jucá ressaltou que esse é o primeiro projeto do tipo em esfera estadual do Brasil. Em municípios, programas semelhantes estão em vigor nas cidades de São Paulo e Brasília. 
 

Interior 


Além de BH, a autora do projeto, deputada Ana Paula Siqueira, salientou a necessidade de o projeto se estender para o interior do estado, onde esse tipo de crime tem crescido.
 
"A política pública é para todo o estado de Minas Gerais. Inclusive, a violência doméstica tem crescido muito nos interiores. É algo que a gente tem notícias por meio das pesquisas. A minhae xpectativa é que o banco de empregos possa atender todas as regiões, especialmente as mais rurais", afirma a parlamentar. 


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