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Estado de Minas GERAL

Enem 2019 traz questões sobre violência contra mulher, racismo e discurso de ódio

Apenas questões ligadas às pessoas LGBTQI não foram incluídas no exame, após serem criticadas por Jair Bolsonaro


postado em 03/11/2019 16:48 / atualizado em 03/11/2019 20:18

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

As questões do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abordaram diversos temas ligados aos direitos humanos, como violência contra a mulher, racismo, refugiados, escravidão e discursos de ódio nas redes sociais. No entanto, nenhuma das 90 questões trouxe, por exemplo, a temática LGBTQI+ que foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro na edição passada. Neste domingo, 3, os 5 milhões de candidatos inscritos fizeram a redação e 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas.


"Uma prova com bastante cara de Enem, sem nenhuma grande surpresa em termos ideológicos, como eles [líderes do atual governo gostam de falar", diz Fabio Romano, coordenador editorial de Ciências Humanas do Sistema de Ensino COC.

Ele destaca como positivo o fato de que não houve nenhuma questão polêmica para nenhum dos espectros políticos. "Não caiu nenhuma letra de música de Chico Buarque, Caetano Veloso ou texto de [Karl] Marx. Não caiu socialismo. Não teve texto de Olavo de Carvalho."

Cláudio Hansen, gerente pedagógico do Descomplica e professor de geografia e atualidades, notou a ausência de alguns temas que foram recorrentes em anos anteriores, como o governo Vargas, Guerra Fria e a Segunda Guerra Mundial, problemas e conflitos urbanos.

"Alguns dos medos que tínhamos em relação a conteúdos deixarem de estar presentes na prova por causa da nova formulação de governo acabaram não se confirmando. Houve questões que tratavam como os direitos das minorias, problemas da concentração de renda, uso do agrotóxicos brasileiros, isso tudo apareceu na prova", disse.

Não perca, nos dois domingos, gabarito extraoficial das provas do Enem 2019, parceria Chromos/Portal Uai

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