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Estado de Minas CARESTIA

Governo admite que inflação será mais alta e projeta índice de 7,90%

Meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) deste ano é de 3,50%, já ultrapassada pelo IPCA acumulado de janeiro a abril, de 4,29%


20/05/2022 08:35

Arte mostra seta da inflação apontando para o alto
(foto: Caio Gomez)


O Ministério da Economia piorou as projeções de inflação, elevando de 6,55% para 7,90% a previsão de alta do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, e de 3,25% para 3,60%, a estimativa para 2023, conforme dados do Boletim MacroFiscal divulgado, ontem, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta.

Com isso, as estimativas do governo para o indicador oficial do custo de vida ultrapassaram o centro da meta de inflação também em 2023, devendo convergir para o objetivo apenas em 2024, segundo o órgão.

A meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) deste ano é de 3,50%, já ultrapassada pelo IPCA acumulado de janeiro a abril, de 4,29%. O limite superior dessa meta é de 5% e há estimativas de grandes bancos, como o francês BNP Paribas, já prevendo que o IPCA deste ano fique em 10%, como ocorreu em 2021. Para 2023, a meta de inflação é de 3,25% e o teto, de 4,75%.

Além da surpresa com a alta dos preços dos alimentos e bebidas, um dos vilões da inflação, os constantes aumentos dos combustíveis — acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional devido à guerra na Ucrânia — foram alguns dos principais fatores apontados pelos técnicos da equipe econômica para a revisão nos dados de inflação.




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