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Estado de Minas INFLAÇÃO

Gasolina sobe 2,85% em outubro e pressiona custo de vida em BH

IPCA subiu 1,22% em outubro; o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento do preço do combustível


10/11/2021 15:57 - atualizado 10/11/2021 18:08

Posto de combustíveis com placa mostrando o preço dos produtos
O aumento da gasolina foi o item que causou maior impacto individual para a inflação em outubro, na Grande BH (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
O custo de vida em Belo Horizonte, medido pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou um aumento de 1,22% em outubro, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (10/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

 
Embora tenha ocorrido uma queda em relação a setembro, quando o índice ficou em 1,34%, o aumento da gasolina foi o item que causou maior impacto individual para a inflação em outubro, na Grande BH. A variação acumulada no ano é de 7,77% e de 10,46% nos últimos 12 meses. 
 
No país, a variação mensal foi de 1,25%,  acima da taxa de setembro, de 1,16% . Foi a maior variação para um mês de outubro desde 2002 (1,31%). No ano, o índice acumula alta de 8,24% e, nos últimos 12 meses, de 10,67%. 

 
Transportes com a maior alta 


Na Grande BH, oito grupos apresentaram variações positivas: 

  • Transportes (2,54%),
  • Alimentação e Bebidas (1,54%), 
  • Vestuário (1,12%), 
  • Artigos de Residência (1,06%), 
  • Habitação (1,02%), 
  • Comunicação (0,77%), 
  • Despesas Pessoais (0,59%) 
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,19%) 

Somente o grupo Educação apresentou queda de 0,06%.

O resultado do grupo de Transportes foi influenciado principalmente pelo aumento da gasolina (2,85%), causando o maior impacto individual do mês. Também tiveram destaque, os seguintes aumentos:

  • passagens aéreas (37,47%), 
  • transporte por aplicativo (27,44%),
  • etanol (3,72%),
  • motocicleta (3,38%), 
  • automóvel usado (1,63%) 
  • automóvel novo (1,40%)

Tomate foi o vilão do grupo Alimentação 


No grupo Alimentação e Bebidas (1,54%), os destaques foram para as altas no preço do tomate (36,14%), do frango em pedaços (4,57%), da batata-inglesa (9,61%) e dos panificados (1,18%). Já o leite longa vida (-3,65%) e o arroz (-1,31%) apresentaram as maiores quedas.

Em alimentação fora do domicílio (1,36%), o lanche teve aumento de 2,56% e a refeição de 0,91%. 

Em Vestuário (1,12%), as roupas tiveram um aumento de 1,22%. Já em Habitação (1,02%), o resultado foi influenciado principalmente pelo gás de botijão (5,41%). Mas, também tiveram destaque os aumentos do condomínio (2,07%) e aluguel residencial (0,98%).

No Brasil 


Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em outubro, no país. Transportes (2,62%) registrou o maior aumento, principalmente, por conta dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,10% e teve o maior impacto individual no índice do mês. Foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses. 
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor João Renato Faria


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