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Estado de Minas RESULTADO HISTÓRICO

Usiminas comemora resultado recorde e investe em planos de longo prazo

Companhia registra lucro de R$ 4,5 bilhões no segundo trimestre, com a maior venda de aço desde 2014


30/07/2021 18:06 - atualizado 30/07/2021 23:15

Produção de laminados em Ipatinga e Cubatão atingiu 1,3 milhão de toneladas no último trimestre, com aumento de 95,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado(foto: Usiminas/Divulgação)
Produção de laminados em Ipatinga e Cubatão atingiu 1,3 milhão de toneladas no último trimestre, com aumento de 95,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (foto: Usiminas/Divulgação)
A Usiminas divulgou, nesta sexta-feira (30/7), os números do seu desempenho no segundo trimestre do ano. “Este foi o melhor resultado para um trimestre que nós tivemos neste século, quiçá da história da empresa. Mas, neste século, sem dúvidas”, comemora o presidente da empresa, Sergio Leite. 

 

 


No período, a empresa teve alta de 277% no lucro líquido, e saltou de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre para R$ 4,5 bilhões no segundo. Este é o maior lucro líquido trimestral já registrado pela companhia.  

Com relação às vendas de aço, a empresa registrou um volume de 1,32 milhão de toneladas, o maior desde o terceiro trimestre de 2014. O mercado interno respondeu por 1,25 milhão das vendas, maior volume desde o primeiro trimestre de 2014. 

Já as vendas de minério de ferro ficaram em 2,1 milhões de toneladas no segundo trimestre, contra 1,9 milhão registrado nos três primeiros meses do ano.

Principais fatores


Para Leite, o resultado recorde pode ser explicado por três fatores principais. 

“Em primeiro lugar, o trabalho realizado dentro da empresa. Uma equipe que recuperou uma empresa que, em 2016, estava extremamente fragilizada, com risco inclusive de recuperação judicial. Essa equipe vem realizando, ao longo dos últimos cinco anos, um importante trabalho. Em menos de um ano revitalizamos a empresa e estamos cada vez mais consolidando os resultados.” 

Presidente da Usiminas, Sergio Leite: ''Estamos vivendo um boom de commodities''(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 27/2/18)
Presidente da Usiminas, Sergio Leite: ''Estamos vivendo um boom de commodities'' (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 27/2/18)
O presidente acredita que a equipe foi primordial para os bons resultados, “com sua capacidade de enfrentar desafios, resiliência, capacidade de criar soluções e de confiar que é possível solucionar os problemas.”

Ele lembra que em 2018, a empresa teve o melhor ano dos últimos dez anos. “Em 2020, mesmo com a pandemia, tivemos o melhor resultado dos últimos doze anos. Este ano, tanto o primeiro quanto o segundo trimestre foram os melhores resultados trimestrais deste século.” 

O segundo fator é o cenário positivo da economia brasileira. 

"Estamos vivendo um cenário da economia brasileira muito positivo, com crescimento em um ritmo que é o melhor dos últimos dez anos. Desde 2011, esse é o melhor ritmo de crescimento da economia brasileira. Com uma previsão, considerando o boletim Focus, que vem crescendo a cada semana, atualmente está em 5,3%. E o crescimento do PIB e consumo de aço andam juntos, já que o aço está presente em praticamente todas as atividades da sociedade.”

O terceiro é o bom momento das commodities.  

“Estamos vivendo um boom de commodities. O preço do minério teve um crescimento muito forte nos últimos doze meses. Além disso, o Brasil está totalmente conectado à economia mundial, já que os preços observados no mundo são os mesmos adotados no país.” 

Para ele, isso sinaliza também um momento de retomada da economia

“A geração de empregos está aumentando. Estamos conseguindo avançar mesmo ainda na pandemia. No momento, os números de casos e óbitos estão diminuindo. A vacinação avança muito forte, com mais de 1 milhão de pessoas vacinadas por dia. Agora, por outro lado, estamos vendo nos Estados Unidos, Europa e Japão uma terceira onda sinalizada. Então precisamos estar atentos. Mas, sem dúvidas, estamos avançando.”

Investimentos 


A Usiminas contabilizou alta nos investimentos realizados no segundo trimestre. Os recursos foram destinados, principalmente, para manutenção, segurança e meio ambiente.

“Como anunciamos no início do ano, nosso plano de investimento para este ano é de R$ 1,5 bilhão. Desse valor, já desembolsamos R$ 600 milhões. E, no segundo semestre, vamos desembolsar mais R$ 900 milhões.”

Leite conta que o plano de investimentos tem dezenas de projetos. 

“O principal investimento, para este ano, é a mineração, com a filtragem e empilhamento a seco de rejeitos, que entra em operação neste segundo semestre. Mas, em junho, concluímos 3 importantes projetos: a retomada do alto-forno 2, operação do gasômetro e troca da carcaça do fornecedor n° 4 do CLA 2. Todos são projetos importantes para a sustentabilidade das ações.”

Planejamento de longo prazo


O presidente ressalta também que a companhia investe em planejamento de longo prazo, para os próximos 10 anos da empresa. 

“Nesse trabalho temos foco nas questões que são preocupações mundiais: mudanças climáticas, geração de gases do efeito estufa, sustentabilidade, meio ambiente. Estamos sintonizados com a realidade mundial, trabalhando para deixar um legado no planeta para as próximas gerações.”

No início do ano, a empresa apresentou ao mercado 6 metas da Agenda de Responsabilidade Ambiental, Social e Governança. 

“Entre eles, aquele que mais me sensibiliza é o da Diversidade e Inclusão porque estamos falando de gente e, não há nada mais importante que pessoas se sentido felizes e incluídas. O projeto Diversidade e Inclusão é extremamente importante, foi lançado em 2019 e trabalhamos em cinco frentes: raça e etnia, diversidade e inclusão, equidade de gêneros, pessoas com deficiência e pessoas lgbtqia+.”

A meta deste ano é atingir 10% de mulheres na vice-presidência industrial (nas operações da Usiminas), até o final de 2022. “E ele segue de acordo com a previsão. O número hoje é de 3,3%, na empresa são 7% de mulheres. Nos processos de entrada, a presença da mulher já está muito forte, temos turmas de aprendizes com 100% de mulheres. Contratamos 35 profissionais de nível superior, sendo 19 mulheres e 16 homens.”

Outra meta é a eliminação de barragens na operação da empresa, com o decomissionamento de uma barragem, localizada no município de Itatiaiuçu, que já está inativa desde 2015. 

A filtragem e empilhamento a seco de rejeitos, é outra meta que deve entrar em operação neste segundo semestre. “Temos também um plano de segurança e atingimos 0,3% de taxa de frequência de ocorrência de acidentes. Concluímos a realização de um inventário de geração de gases do efeito estufa, com certificação independente para participação no CDP (Carbon Disclosure Project)”. 

Unidades de Negócios


Em relação à produção de aço bruto, a Usina de Ipatinga registrou 751 mil toneladas no segundo trimestre, com queda de 3,7% quando comparada ao primeiro trimestre e alta de 40,9% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Já a produção de laminados nas usinas de Ipatinga e Cubatão atingiu 1,3 milhão de toneladas no último trimestre, com aumento de 2,5% em relação ao trimestre anterior e de 95,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. No segundo trimestre deste ano, foram processadas, ainda, 652 mil toneladas de placas adquiridas.

A empresa registrou vendas totais de 1,32 milhão de toneladas de aço no segundo trimestre de 2021, maior volume de venda trimestral da unidade desde o terceiro trimestre de 2014. 

Na mineração, a produção atingiu 2,2 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2021,  alta de 9,9% quando comparada com o trimestre anterior, e o volume de vendas também seguiu em alta. Foram 2,1 milhões de toneladas de minério de ferro comercializadas no período, com alta de 5,4% na comparação com os três primeiros meses do ano. 
 
*Estagiária sob supervisão  


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