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Estado de Minas ECONOMIA MINEIRA

PIB de Minas Gerais registra queda de 3,9% em 2020

Apesar da queda, PIB cresceu em reais, estimado em R$ 667,1 bilhões; setor agropecuário foi destaque, com expansão de 11,2%


15/03/2021 18:05 - atualizado 15/03/2021 19:30

Agropecuária foi a única atividade que registrou aumento na produção(foto: Reprodução/Pixabay)
Agropecuária foi a única atividade que registrou aumento na produção (foto: Reprodução/Pixabay)
 
O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais em 2020 mostrou resultado  positivo em reais e foi estimado em R$ 667,1 bilhões. Porém, teve uma variação negativa de 3,9%, comparado com o PIB de 2019. Os resultados foram apresentados pela Fundação João Pinheiro (FJP), nesta segunda-feira (15/03).


Segundo o coordenador de Contas Regionais de Minas Gerais na FJP, Raimundo Leal, o que tornou possível o crescimento do PIB em reais foi “uma evolução dos preços, não apenas dos preços aos consumidores, embora a maior parte desse índice de preços agregados esteja relacionado ao consumo das famílias, mas também a captura de máquinas, de equipamentos, de produtos importados”, explicou.
 
Disse ainda que esse crescimento trouxe uma maior participação da economia mineira na economia nacional.

“Embora em termos reais a evolução do estado tenha sido próxima da média nacional, a nossa evolução em preços foi mais favorável. Isso tem ligação direta ao peso em ferro, grãos, alimentos, café na nossa pauta de produção, mais que proporcional em comparação com o país”, disse.

“Outro fator que contribuiu para essa participação foi a resposta dada pelos governos. Então, particularmente, em comparação com os governos da Europa, Japão e outros, a resposta do governo dos EUA foi muito forte, principalmente pela questão do dólar. A oferta cresceu até mais em 2020”, completou.

O principal destaque de Minas Gerais foi o setor agropecuário, que registrou crescimento de 11,2% no ano passado. A expansão ocorreu por dois fatores principais: aumento substancial nos preços das principais commodities agrícolas ao longo ano e o crescimento da produção agropecuária.

“A agropecuária chegou no final de 2020 a um patamar real de produção de 16,4% acima do quarto trimestre de 2019. Isso significa que nós já começamos 2021 acima da média do ano passado. Nós esperávamos que a agropecuária tivesse resultado positivo, mas certamente foi muito além dessas expectativas ”, pontuou Raimundo.

Sobre a relação da variação negativa do PIB com a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Raimundo esclareceu que a arrecadação dos produtos é pequena, mesmo com a Agropecuária registrando aumento na produção.

“Tivemos essa variação negativa do PIB em -3,9%. Justamente a única produção que teve aumento, ela não contribui de maneira significativa porque as taxas que incidem são bastante reduzidas. Em termos de quantidade produzida, o ICMS tem uma base de incidência muito desproporcional”, ressaltou. 
 

Outras atividades

A Indústria de Transformação recuperou e chegou a um ritmo de 4,9% de expansão no quarto trimestre do ano passado, alcançando uma produção maior comparado ao mesmo período de 2019.

De acordo com Thiago Almeida, pesquisador da FJP, “o bom resultado da indústria de transformação no 3º trimestre de 2020 se manteve no 4º trimestre. O crescimento foi muito em função da recuperação da indústria têxtil e de calçados, que cresceu 19,8%”.

No entanto, a extração mineral (-8,4%), construção (-3,1%), comércio (-2,4%), transportes (-2,8%), serviços privados (-5,3%) e administração pública (-4,6%), foram as atividades que apresentaram os maiores recuos em 2020.

A queda de atividades econômicas de alguns setores de serviços no ano de 2020 foi causada principalmente pela pandemia. Os serviços prestados à famílias (-33,3%) e os de turismo/transporte (-35,2%) foram os mais prejudicados. Os serviços de hospedagem e alimentação fora dos domicílios (bares e restaurantes) também apresentaram queda.

“Esses serviços dependem da movimentação e circulação de pessoas e por isso foram afetados”, afirmou Thiago.
 

*Estagiário sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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