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Estado de Minas Pós-pandemia

COVID-19 faz atividade física ser reinventada

Reabertas este mês, academias convivem com hábito de exercícios em casa e mantêm aulas on-line e presenciais


11/02/2021 04:00 - atualizado 11/02/2021 07:51

O personal Hugo Quintão, treina a aluna Gabriela Werneck, que buscou opção para fazer exercícios físicos em casa (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
O personal Hugo Quintão, treina a aluna Gabriela Werneck, que buscou opção para fazer exercícios físicos em casa (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Desde que a pandemia do coronavírus teve início, em março de 2020, e as medidas de isolamento social foram impostas pela Prefeitura de Belo Horizonte, muitos frequentadores de academias tiveram que encontrar maneiras alternativas para continuar praticando atividades físicas.

Muitos começaram a fazer exercícios ao ar livre e outros procuraram treinar em casa mesmo, com o auxílio de aulas on-line.

Com as academias muito tempo fechadas, os alunos recorreram aos personal trainers que ofereciam aulas por víideochamada ou em casa. E mesmo com a reabertura desses estabelecimentos, permitida em Belo Horizonte desde 1º de fevereiro, muitos donos de academias e professores já começam a perceber que alguns alunos gostaram da ideia de fazer atividade física em casa e não pretendem voltar para as academias.

Com isso, alguns estabelecimentos vão continuar oferecendo serviços virtuais. É o caso da academia Bodytech, que disponibiliza aulas para seus alunos pela plataforma Zoom.


 
São treinos de cerca de 30 minutos, individuais ou em grupos, feitos de forma personalizada e realizados apenas com o peso do próprio corpo ou com equipamentos já disponíveis em casa.
 
Todas as aulas são ao vivo e os alunos têm interação direta com os professores de educação física da academia. Eles são treinados especificamente para dar aulas a distância, proporcionando aos clientes um modelo híbrido, com a possibilidade de se exercitar na academia e/ou de forma on-line.

“Muitas pessoas ainda não se sentem seguras em voltar para o ambiente de uma academia, por ser idosas ou fazer parte do grupo de risco, e outras gostaram ou aprenderam a treinar em casa, mas querem todo o respaldo de um profissional qualificado”, destaca Bruno Franco, diretor de marketing e tecnologia da Bodytech.
 
A empresa é pioneira no Brasil em oferecer esse tipo de serviço e a ideia surgiu em função da alta demanda por treinos on-line, já que houve um aumento de 300% de downloads durante a pandemia.

O serviço disponível via Zoom é para alunos que preferem e necessitam de um atendimento personalizado, podendo adaptar o treino em conjunto com o personal ao vivo como se estivesse dentro da academia.
 
“Tanto nosso mercado quanto o consumidor sofreram uma mudança abrupta. Porém, acredito muito que as ofertas digitais já são uma realidade e um excelente complemento, e continuarão sendo no futuro”, diz o diretor técnico da Bodytech,  Eduardo Netto

Atividades físicas em casa 


Há, porém, alunos que prefiram treinar em casa. André Luiz Rodrigues é personal trainer e trabalha em academias, mas também atende alunos em domicílio. Ele conta que uma boa parte dos seus alunos parou de fazer atividades físicas logo que a pandemia começou e as medidas de restrição foram impostas, em março de 2020.
 
“Parou totalmente. Uns 40% ficaram e aí eu comecei a atender uma outra clientela que queria treinar em casa.” O personal explica que os novos alunos começaram a aparecer por meio de indicações.

“Agora que descobriram essa nova modalidade, não vão voltar porque não gostam. Muitos falam que vão para a academia por obrigação, que é um lugar cheio, com muita gente. Já em casa eles se sentem tranquilos”, conta André.
 
É o caso de Ceres Felipe, uma das suas alunas. “Quando a pandemia começou, parei de frequentar a academia por uns seis meses. Depois, senti falta de fazer atividade física porque ela é fundamental para a saúde. Então achei que estava na hora de voltar a me exercitar e comecei a treinar ao ar livre”, conta.

Hugo Vilela Quintão também é personal trainer e atende em condomínios, residências e academias.
 
“Na primeira quarentena, eu fiquei uma semana só sem trabalhar. Na segunda semana já comecei a mandar mensagem para os alunos, convidando-os para fazer uma aula experimental de vídeo e eles foram topando. Foram três meses trabalhando só de casa. Depois desse tempo, comecei a dar aulas em condomínios e praças”, explica.
 
Gabriela Werneck é uma das alunas de Hugo que começaram a treinar em casa. “Durante esse período eu estava correndo na rua, e mesmo quando as academias estavam reabrindo eu decidi não voltar. Procurei o Hugo e comecei a treinar em casa porque sabia que ele tinha se especializado no funcional”, diz Gabriela.



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